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Coronavírus
NOTÍCIA

Brasileiro que morreu durante testes da vacina de Oxford não usou imunizante

O homem, identificado como sendo um médico de 28 anos, foi tratado com a vacina meningocócica

Gabriela Almeida
17:57 | 21/10/2020
A vacina de Oxford, como ficou conhecida, é a principal aposta do governo brasileiro diante da pandemia da Covid-19 (Foto: Governo do Estado de São Paulo / AFP)
A vacina de Oxford, como ficou conhecida, é a principal aposta do governo brasileiro diante da pandemia da Covid-19 (Foto: Governo do Estado de São Paulo / AFP)

O voluntário brasileiro que participava dos testes da vacina de Oxford e morreu nesta semana, em decorrência de complicações da Covid-19, não estava sendo tratado com a vacina. Conforme informações apuradas pela revista Veja e divulgadas nesta quarta-feira, 21, o homem recebia placebo.

O estudo inglês chegou na terceira fase em julho deste ano, momento em que milhares de voluntários foram divididos em grupos e monitorados. Enquanto algumas pessoas são tratadas com a vacina, outras recebem uma medicação sem efeito imunizante - conhecida por placebo.

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Segundo reportagem, o brasileiro fazia parte das pessoas que integravam esse segundo grupo e, por isso, não foi medicado com a droga. O medicamento sem efeito imunizante utilizado para tratar a doença no organismo do voluntário teria sido a vacina meningocócica.

A morte do brasileiro foi anunciada pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), que afirmou ao O POVO ter recebido a notícia há dois dias. O homem era um médico de 28 anos, que residia no estado do Rio de Janeiro.

No Brasil, a vacina inglesa está sendo desenvolvida mediante parceria entre a o laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford. Mais de 8 mil pessoas já foram testadas no País e o estudo segue sendo uma das principais promessas contra a Covid-19 no mundo.

Após o caso, a Anvisa afirmou em nota que o Comitê Internacional de Avaliação de Segurança sugeriu continuar com estudo. O processo, no entanto, segue em avaliação pela entidade, que afirmou estar comprometida em assegurar a "confiabilidade do País para a execução de estudos de tamanha relevância”.