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Coronavírus
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Bolsonaro diz que Governo Federal não comprará vacina Coronavac

O comentário do presidente foi em resposta à uma postagem no Facebook, onde alguém pedia para que a vacina não fosse comprada de um país que vive uma ditadura

09:19 | 21/10/2020
Bolsonaro respondeu comentário afirmando que não comprará vacina de laboratório chinês (Foto: Reprodução/Facebook)
Bolsonaro respondeu comentário afirmando que não comprará vacina de laboratório chinês (Foto: Reprodução/Facebook)

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a vacina Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo, não será comprada pelo Governo Federal. A afirmação foi feita em resposta ao comentário de uma pessoa no Facebook nesta quarta-feira, 21.

Na rede social, a pessoa escreveu: "Presidente, a China é uma ditadura, não compre essa vacina, por favor. Eu só tenho 17 anos e quero ter um futuro, mas sem interferência da ditadura chinesa". Bolsonaro respondeu: "Não será comprada."

As informações são da CNN Brasil.

O comentário sobre a China foi feito em uma publicação de Bolsonaro na rede social sobre a visita do conselheiro de segurança dos Estados Unidos, Robert O'Brien, e representantes da Casa Branca a Brasília. De acordo com o presidente, foram assinados "três acordos que vão intensificar ainda mais nossas relações comerciais e econômicas".

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Ainda segundo a CNN, de acordo com a gestão Doria, a Coronavac teve os menores índices de reações em comparação a outros imunizantes contra a Covid-19. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, informou que o sintoma mais frequente nos testes com 9 mil voluntários brasileiros foi dor no local da aplicação, relatada por 18% das pessoas testadas.

A primeira fase de testes clínicos da Coronavac no Brasil terminou na sexta-feira, 16, apontando pouco mais de 5% de efeitos colaterais entre quem recebeu a vacina.

O presidente chegou a dizer, nesta semana, que a vacina contra o novo coronavírus "não será obrigatória e ponto final", e voltou a criticar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que defende a obrigatoriedade da dose.

"O Programa Nacional da Vacinação, incluindo as vacinas obrigatórias, é de 1975. A lei atual incluiu a questão da pandemia. Mas a lei é bem clara e quem define isso é o Ministério da Saúde. O meu ministro da Saúde [Eduardo Pazuello] já disse, claramente, que não será obrigatório esta vacina e ponto final", afirmou Bolsonaro.

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