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Coronavírus
NOTÍCIA

Neurocirurgião que atuou na cirurgia das gêmeas siamesas cearenses morre de Covid-19

Lucas Augusto Pires deixa dois filhos pequenos

15:12 | 10/08/2020
Lucas em seu último aniversário com a família (Foto: Reprodução/ Facebook)
Lucas em seu último aniversário com a família (Foto: Reprodução/ Facebook)

Morreu nesse último sábado, 8, o médico neurocirurgião Lucas Augusto Pires, um dos profissionais responsáveis pela cirurgia das gêmeas siamesas cearenses Maria Ysabelle e Maria Ysadora - em 2018. De acordo com informações da revistar Crescer, o especialista de 32 anos foi infectado pelo novo coronavírus, a Covid-19, e chegou a ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de Maringá, no Paraná, mas não resistiu.  

Antes de morrer, Lucas usou sua página pessoal no Facebook para informar a amigos e familiares que seu quadro de saúde teria piorado e que estava prestes a ser internado. "Peguei essa doença fazendo o que amo, cuidando dos meus pacientes com amor e dedicação. Faria tudo outra vez", desabafou o médico.

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De acordo com informações do portal G1, o médico atuava no Instituto de Saúde Bom Jesus, localizado em um município do Paraná chamado Ivaiporã- onde tinha contato direto com pacientes infectados pelo novo coronavírus. Ele morreu na véspera do Dia dos Pais. Lucas deixa dois filhos pequenos.

A morte do profissional gerou comoção nas redes sociais. Lamentando sua partida prematura, alguns perfis ainda aproveitaram para falar acerca dos riscos que profissionais da saúde correm no combate ao novo vírus, mediante à exposição maior que sofrem.

NÃO SÃO NÚMEROS... 32 anos, casado, um filho de 3 anos e outro de 45 dias. Veio de Minas Gerais, formou em Medicina na...

Publicado por Fernando Rodrigues em Segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Cirurgia das gêmeas siamesas

A cirurgia das gêmeas siamesas cearenses ocorreu em 2018, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP). De Patacas, distrito de Aquiraz, município da Região Metropolitana de Fortaleza- as irmãs precisaram se submeter ao procedimentos porque nasceram unidas pela cabeça.

Dividida em cinco etapas, a cirurgia foi custeada pela Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), pela Faculdade de Medicina de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão. O resultado dos procedimentos teve tanto sucesso que Lucas e todos os médicos que participaram da ação, incluindo alguns especialistas americanos, ficaram marcados na carreira pelo êxito.

Em março deste ano, o médico americano James Goodrich - que também atuou na separação das gêmeas, morreu pela mesma doença que vitimou o profissional brasileiro. Peças importantes em um procedimento cirúrgico de sucesso, Lucas e James se somam as milhares de pessoas que morreram em decorrência da pandemia no mundo.