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Coronavírus
NOTÍCIA

Recrutamento de voluntários para testagem de vacina contra Covid-19 será feito em junho no RJ e SP

Nesta etapa, serão selecionados apenas profissionais de saúde ou trabalhadores em atividades de alta exposição ao vírus

11:10 | 04/06/2020

 

Um grupo de 2 mil pessoas deve receber no Brasil a dose de uma vacina experimental contra a Covid-19 ainda em junho. A vacina foi desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Segundo o jornal O Globo, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) articula os trabalhos para que metade dos voluntários seja vacinada em São Paulo e metade no Rio de Janeiro. Ainda não foi anunciada a instituição que ajudará com os testes no RJ.

A Unifesp coordenará o ensaio clínico com o produto no País e diz que dentro de poucos dias deve abrir seu sistema de recrutamento de voluntários. Nesta etapa, serão selecionados apenas profissionais de saúde ou trabalhadores em atividades de alta exposição ao vírus, como equipes de limpeza de hospitais e motoristas de ambulância.

O ensaio clínico em questão é um teste de fase 3, que avalia a eficácia do produto, para uma vacina criada a partir de um vírus que causa resfriado em chimpanzés. O patógeno foi alterado em laboratório e tornado incapaz de se reproduzir em humanos. O que o transforma numa vacina é o fragmento de uma proteína do novo coronavírus que é incorporada a ele e atua como antígeno: faz o sistema imune se preparar para a chegada do vírus real.

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O imunizante batizado de ChAdOx1 foi testado em macacos resos, teve bom efeito e conseguiu proteger os animais de pneumonia viral, ainda que não tenha impedido a infecção em si. Depois disso, passou por um estudo de fase 1 no Reino Unido, etapa que avaliou a segurança do produto. A fase 2, que avalia a capacidade da vacina de criar uma resposta imune, ainda não acabou, mas já há sinal verde para início da fase 3.

Aprovação dos testes no País

O pedido de teste clínico no Brasil foi aprovado na noite de terça-feira, 2, pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Esse é um processo que deve ser muito rápido, e a gente pretende começar o estudo ainda neste mês, só não tenho data precisa", afirma Lily Yin Weckx, médica e coordenadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), unidade da Unifesp que coordenará os trabalhos.

De acordo com Soraya Smaili, farmacóloga e reitora da Unifesp, o fato de o Brasil integrar um teste clínico agora ajuda o País a ter acesso ao produto no futuro, num cenário de alta demanda.

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Um dos motivos pelos quais o Brasil foi selecionado como local da pesquisa é o fato de a pandemia ainda estar em crescimento acelerado no território nacional, com mais de 584 mil casos e mais de 32,5 mil mortes.