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RC diz que vai acionar Justiça sobre operação de compra de respiradores: "Motivação política"

O prefeito de Fortaleza definiu como os erros contidos na operação, que investiga desvio de dinheiro em compra de respiradores para o combate à Covid-19 como "pecados capitais"

Matheus Facundo
21:49 | 25/05/2020
Roberto Cláudio, prefeito de Fortaleza. ( Foto: Júlio Caesar / O Povo) (Foto: JÚLIO CAESAR)
Roberto Cláudio, prefeito de Fortaleza. ( Foto: Júlio Caesar / O Povo) (Foto: JÚLIO CAESAR)

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), afirmou que vai acionar a Justiça e pedir explicações sobre a Operação Dispneia, da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta segunda-feira, 25, para apurar denúncias em compras de respiradores pela Prefeitura. Segundo RC, representante da Controladoria-Geral da União (CGU) no Ceará, um dos órgãos por trás da operação, agiu com "motivações escusas" que podem ser político-partidárias. 

Roberto Cláudio afirmou "não crer" que instituições de "credibilidade, defesa da moralidade pública, de  combate à corrupção possam estar contaminadas e tendo sua reputação abalada por um representante que tem cargo de confiança do presidente da República". "Um representante que tem eventualmente motivação político-eleitorais. Esse ano é ano de eleição", continuou RC.

Por meio de live no Facebook, RC afirmou que a operação teve "erros grosseiros", os quais definiu como "pecados capitais". "Um quarto pecado capital coloca em xeque a motivação daqueles que estiveram por trás e estão cultivando esse tipo de esforço. Nessas contas não há um centavo sequer de recursos federais. Foram compras inteiramente com o tesouro municipal", afirma. Órgãos federais como a CGU só podem se envolver em ações do tipo caso estejam envolvidos recursos federais, de acordo como prefeito: "extrapolaram as competências e cometeram ilegalidade".

O chefe do Executivo municipal reiterou posicionamento oficial divulgado pela gestão na tarde desta segunda de que os contratos com uma empresa que vende os equipamentos estavam rescindidos desde a semana passada devido ao não cumprimento de prazos. "A Prefeitura resolveu rescindir o contrato unilateralmente sem que nenhum órgão de controle tenha provocado o município a fazê-lo", pontua RC.

Roberto Cláudio pondera também erros no texto de denúncia da operação da PF, sobre "uma suposta comparação de preços". O prefeito afirma que equiparar equipamentos diferentes e comprados em épocas distintas foi um "erro grosseiro". "O erro contido no texto da ação é que ela compara filé com carne de pescoço", indica.

Segundo o prefeito, não é possível comparar um equipamento de R$ 60 mil com um de R$ 234 mil, que foi o preço pago pela Prefeitura. "A carne de pescoço não salva vida, o equipamento colocado lá não serve para salvar vidas".

A PF investiga, em parceria com a Procuradoria Federal no Estado (MPF-CE), o desvio de recursos destinados à compra de respiradores em Fortaleza. Equipamentos são destinados ao enfrentamento do avanço de Covid-19 no Ceará.

O chefe do Executivo Municipal pontuou ainda que em meio às movimentações da operação, "esqueceram" de falar que os motivos eram em prol da "luta pela vida de quem precisa de oxigênio". "Como eu disse, em ano eleitoral a gente deve estar vacinado e eu já estou por estar nessa vida política há algum tempo. Mas quero dizer ao meu povo que podem confiar. O trabalho dessa turma é série. Ao invés de estar buscando alternativas para a luta política, eu acredito que a luta política se faz todo dia, com a verdade.

Fake news

RC classificou as informações que foram base da Operação Dispneia como fake news. "É muito grave quando uma fake news é publicada na rede socil mas é muito grave [também] quando instituições comparam preços de produtos distintos e colocam numa ação judicial. Isso para mim também é notícia falsa, muitas vezes parea poder esconder algum tipo de motivação escusa".