PUBLICIDADE
Coronavírus
NOTÍCIA

Ala de detento morto por coronavírus no Ceará é isolada e presos fazem testes

Testagem acontece nesta terça-feira, 28, sete dias após o internamento do detento que morreu vítima do Covid-19

Jéssika Sisnando
22:10 | 28/04/2020
Testagem já foi feita em outros presídios, como a CPPL 6, onde foi registrado o primeiro caso de coronavírus no sistema prisional do Ceará (Foto: Divulgação/SAP)
Testagem já foi feita em outros presídios, como a CPPL 6, onde foi registrado o primeiro caso de coronavírus no sistema prisional do Ceará (Foto: Divulgação/SAP)

A ala da CPPL 2, onde estava o detento de 36 anos que morreu vítima de coronavírus, foi isolada. O interno estava em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Horizonte desde o dia 21 de abril. Os detentos da ala estão fazendo exames nesta terça-feira, 28, uma semana após o preso ser hospitalizado. A morte aconteceu nesta segunda-feira, 27.

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado (SAP), o Núcleo de Saúde da pasta realizariam testes em todos os internos da ala ainda nesta terça-feira. O órgão reiterou ainda que foram providenciados testes rápidos para servidores e internos.

Até o momento, 67 agentes penitenciários testaram positivo para o coronavírus. Familiares dos profissionais que apresentaram o positivo para Covid-19 também estão passando por testes, conforme o secretário Mauro Albuquerque.

"As medidas tomadas pela SAP são procedimentos de segurança sanitária, algumas triagens. Toda pessoa que entra no sistema penitenciária é aferida a temperatura, tem que ter uso de máscaras, luvas, álcool em gel", enumera o secretário.

>>> Membros de facções com coronavírus não podem ir a unidades de saúde comuns, alerta conselheiro

De acordo com o titular da pasta, o banho de sol passou para três horas, em virtude da importância do aumento da vitamina D, que tem efeito na imunidade, depender de raios solares.

"O preso internado, ele volta para unidade de enfermagem e passa por quarentena. Preso com sintomas vai para enfermaria, quarentena e o serviço médico entra de cela em cela para ver se tem preso com sintomas e entre agentes aplicações de teste rápido na Secretaria e no interior para onde mandamos os testes", relata Albuquerque.

Mauro Albuquerque relata que os presos que são do grupo de risco tiveram os nomes encaminhados para órgãos como Ministério Público do Estado, Defensoria Pública e Justiça para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

(colaborou Kamilla Vasconcelos)