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Coronavírus
NOTÍCIA

Mapa possibilita cadastro de iniciativas contra o coronavírus em favelas brasileiras

Mapa Corona nas Periferias está recebendo cadastrados por todo o País; no Ceará, a iniciativa Rede DLIS do Grande Bom Jardim está presente até então

11:52 | 20/04/2020
Mapa organiza iniciativas em periferias brasileiras contra a Covid-19 (Foto: Google Maps/Corona nas Periferias)
Mapa organiza iniciativas em periferias brasileiras contra a Covid-19 (Foto: Google Maps/Corona nas Periferias)

O Instituto Marielle Franco e a organização Favela em Pauta viabilizaram a construção de um mapa que pretende dar visibilidade a iniciativas de combate ao Covid-19 em favelas e periferias brasileiras, o Mapa Corona nas Periferias.

Com recursos interativos, é possível navegar pelo mapeamento do País e também cadastrar ações através de um formulário, que organiza pedidos de ajuda dentre outras demandas. É possível acessar a plataforma por este site.

No Ceará, uma das iniciativas cadastradas no mapa é a da Rede de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (DLis) do Grande Bom Jardim. A rede foi fundada em 2003 e tem o objetivo de construir e formar estratégias nos cinco bairros do Grande Bom Jardim: Siqueira, Granja Portugal, Bom Jardim, Canidezinho e Granja Lisboa.

LEIA MAIS: Mais de 80% dos jovens da periferia se sentem inseguros com surto de coronavírus

A comunidade iniciou sua campanha por meio das redes sociais no dia 28 de março, solicitando alimentos não perecíveis, produtos de higiene, apoio em dinheiro e outras colaborações. A equipe organizou quatro pontos físicos para receber produtos e algumas contas bancárias para receber doações em dinheiro.

Além da ajuda com itens, o coletivo também compartilha informação e prevenções sobre a doença, que afeta intensamente esses locais devido a dificuldade de renda e em manter o isolamento social, visto que há constantes aglomerações. Em quase quatro semanas de campanha, a rede também está recebendo ajuda de outras instituições, que doam cestas básicas, máscaras, álcool em gel e outros itens para a comunidade.

Fortaleza é a sexta cidade com maior quantidade de favelas no Brasil e está entre as cinco com maior número de pessoas instaladas em tais áreas. A maior taxa de mortalidade por Covid-19 no Estado está concentrada na Barra do Ceará que, até o último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), continha seis óbitos e 21 casos confirmados.

 
 
 
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[email protected] [email protected], Chegamos na quarta semana da Campanha Adote uma Comunidade. Agradecemos todas as boas energias e doações. Estamos muito contentes por contar com o apoio de [email protected] vocês e das campanhas colaborativas que nos animam, fortalecem e permitiram que 120 famílias tivessem acesso a uma cesta básica e um kit de higiene, um gesto concreto de esperança e fortalecimento. Essa semana, a @serpontefortaleza Fortaleza reforçou a proteção dos voluntários e das famílias de nossas comunidades com a doação de 102 máscaras e 10 litros de álcool, uma família doou 20 bandejas de ovos para reforçar as cestas com proteína, o @movimentosaudemental chegou junto com leite e pão para 50 famílias e o Sistema Fiec/IEL através da parceria com @bomj_ardimnaluta e, da articulação com @benildo_aguiar e do @mentesquevoam doou 50 cestas básicas que chegarão às famílias a partir da identificação das lideranças comunitárias. Nosso muito [email protected]! Sigamos fortalecendo às comunidades no enfrentamento ao coronavírus e na luta pela vida.digna!

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Favela de São Paulo vira exemplo no combate a pandemia

Uma das maiores favelas do estado de São Paulo, Paraisópolis virou exemplo no combate à pandemia. A comunidade, com cerca de 100 mil moradores, dificulta o isolamento social, uma das medidas propostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a doença.

A comunidade precisou encontrar uma alternativa em meio a situação: transformou 420 moradores em presidentes de rua. Cada um deles é responsável por monitorar cerca de 50 casas. Paraisópolis também mantém três ambulâncias e profissionais de prontidão para atendimento, além de identificar moradores que perderam a renda devido a pandemia e estão mais necessitados.