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Coronavírus
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Planalto quer concentrar informes sobre coronavírus, acabando com entrevistas de Mandetta

A determinação teria sido enviada pela Casa Civil e pela Presidência da República a todos o ministérios, para tentar "alinhar a narrativa" do Governo sobre o tema

Izadora Paula
22:13 | 30/03/2020
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (esq.), e secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, durante coletiva de imprensa sobre atualização do coronavírus
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (esq.), e secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, durante coletiva de imprensa sobre atualização do coronavírus (Foto: WALLACE MARTINS / Agência Estado)

Os anúncios do Governo Federal relacionados ao enfrentamento ao novo coronavírus (covid-19) serão concentrados no Palácio do Planalto, deixando de ser realizados pelo Ministério da Saúde (MS), como vem sendo feito até o momento. A mudança seria motivada pelo incômodo do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), com o protagonismo do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. As informações são do O Globo.

A determinação teria sido enviada pela Casa Civil e pela Presidência da República a todos o ministérios, para tentar "alinhar a narrativa" do Governo Federal sobre o tema.

Na tarde desta segunda-feira, 30, entrevista coletiva foi realizada no Planalto, com a participação de Mandetta; Walter Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil; Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura; Paulo Guedes, ministro da Economia e André Mendonça, da Advocacia-Geral da União (AGU). A mudança também busca transmitir a imagem de união entre saúde e economia no combate à crise.

Por mais de uma vez, Bolsonaro demonstrou estar desalinhado com as recomendações do MS, quando, por exemplo, propôs isolamento apenas de pessoas dos grupos de risco. No último domingo, 29, o presidente ignorou as orientações de evitar aglomerações e foi às ruas em bairros do Distrito Federal.

Na coletiva desta segunda-feira, Mandetta voltou a contrariar posição de Bolsonaro. Enquanto o presidente da República critica abertamente as medidas de isolamento social decretadas pelos governadores dos estados, o ministro recomendou que tais atos sejam seguidos.

 

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