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Coronavírus
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Para evitar infecção pelo coronavírus, saiba como fazer compras de supermercado pela internet

Demanda do serviço tem crescido no Ceará após medidas de restrição de circulação decretadas pelo Governo do Estado

Gabriela Almeida
18:58 | 23/03/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL, 18-03-2020: Limitação na venda de itens em supermercados.o.  (Foto: Deísa Garcêz/ Especial para O POVO) CAPA (Foto: DEÍSA GARCÊZ/Especial para O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 18-03-2020: Limitação na venda de itens em supermercados.o. (Foto: Deísa Garcêz/ Especial para O POVO) CAPA (Foto: DEÍSA GARCÊZ/Especial para O POVO)

Para evitar aglomerações que proporcionem infecção pelo novo coronavírus, a covid-19, o Governo do Estado restringiu uma série de atividades na última quinta-feira, 19, por 15 dias. Ir aos supermercados não é uma delas. Entretanto, aplicativos de delivery podem ser utilizados como forma de garantir a compra de alimentos essenciais sem correr risco de contaminação. O POVO utilizou serviços por um dia e fez um passo a passo, ensinando como fazer feira utilizando apenas a internet. 

Rappi, IFood e MercadApp são alguns dos aplicativos que têm a função da “feira virtual” e atendem a regiões do Estado. Eles podem ser baixados na Play Store (para smartphones Android) ou na App Store (plataforma iOS). Entre os estabelecimentos parceiros dessas empresas estão G Barbosa, Guará, Carrefour, Mercadinhos São Luiz e Super Lagoa.

A disponibilidade, no entanto, varia de acordo com a localização do cliente, sendo possível assim realizar compras virtuais em mercantis locais de pequeno porte. Taxa de entrega e valor mínimo de compras são definidos por cada estabelecimento e a forma de pagamento é, predominantemente, feita por meio do cartão de crédito.

Saiba como fazer feira pelos aplicativos

Rappi

Após baixar aplicativo, é mostrada como uma das funções “supermercado”, em que o cliente deve decidir entre as opções de mercados disponíveis e iniciar a compra. Os produtos são dispostos em categorias, com informações como preço e peso disponibilizadas nas imagens. Para comprar, basta clicar na opção "adicionar". Uma cesta é disponibilizada no canto inferior da tela, para que o cliente possa acompanhar suas compras e, ao término, poder escolher horário de entrega, efetuando pagamento em seguida.

IFood

Após confirmar e registrar seu endereço, o cliente se depara com várias opções de compras e deve escolher a "mercado". Depois da ação, ele é direcionado para uma aba com todos os estabelecimentos que estão disponíveis em sua região, clicando no que desejar. No canto superior, de forma horizontal, será disponibilizado categorias como promoções, mais procuradas, bebidas alcoólicas e frios. No corpo da tela também será possível ter essas opções. Para comprar, basta clicar no produto e selecionar a quantidade. Ele é enviado para “sacola”, destacada em vermelho no canto inferior da tela. Nela, é possível acompanhar o valor que está sendo gasto e trocar produtos escolhidos, assim como seguir procedimento e encerrar a compra.

MercadApp

Depois de cadastrar o CEP para localização da área, o cliente tem como opções “supermercado” e “mercado”. Ao escolher qual deseja, ele deve ter disponível todos os estabelecimentos parceiros do aplicativo na sua região, clicando no que desejar. No canto superior da tela, serão disponibilizadas categorias como ofertas, açougue, biscoitos e bebidas. O cliente pode analisar todos os produtos e clicar no que desejar, escolhendo quantidade e adicionando ele no carrinho, colocado de forma figurativa no canto inferior da tela. Para finalizar a compra, o usuário precisa aguardar as opções carregarem no carrinho.

Interface de um dos aplicativos de compras
Interface de um dos aplicativos de compras (Foto: Reprodução)

Demanda alta que gera problemas

De acordo com a empresa de entrega Rappi, o número de pedidos feito pela internet em supermercados aumentou desde janeiro deste ano, devido a pandemia da covid-19. A startup digital MercadApp também afirmou crescimento nos pedidos em supermercados de Fortaleza, região que atua, desde o início de medidas de restrição no Estado.

Além das plataformas, a maioria dos grandes supermercados locais disponibiliza o serviço de entrega em domicílio, que pode ser pedido nos sites específicos das empresas ou por meio de aplicativos. Emanuela Souza, corretora de imóveis, comprou pela primeira vez virtualmente em uma dessas ferramentas e considerou possibilidade um "incentivo para não sair de casa" em meio a pandemia.

Devido ao aumento da demanda, no entanto, ela afirma ter tido problema com a entrega e com produtos. “Comprei ontem e disseram que iam enviar hoje. (Eles) Me ligaram depois para avisar que três itens pedidos tinham acabado e eu tive que escolher outras opções”, alega, completando que entende a demora e que essa forma de comprar “evita a exposição”.

A ausência de itens é um problema que, segundo Thiago Sena, gerente comercial e de marketing do MercadApp, pode ser resolvido se consumidores passarem a “adquirir apenas o essencial”. Alertando ainda que o atraso das compras deve acontecer pelos próximos dias, mas que tende a ser normalizado.

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