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Coronavírus
NOTÍCIA

Frota de ônibus em Fortaleza não terá redução, afirma Prefeitura; Sindiônibus não sabe total de veículos nas ruas

João Pupo, titular da pasta, garantiu em declaração ao O POVO que "não vai se repetir nenhuma característica de superlotação" como as vistas na manhã desta sexta, 20

João Gabriel Tréz
13:12 | 20/03/2020
Os passageiros sentiram redução da frota e rodaram em ônibus lotados  (Foto: Carlos Nascimento/ WhatsApp O Povo)
Os passageiros sentiram redução da frota e rodaram em ônibus lotados (Foto: Carlos Nascimento/ WhatsApp O Povo)

Depois de relatos de passageiros relacionados à diminuição da frota e lotação em ônibus na manhã desta sexta, 20, o Secretáro Municipal de Conservação e Serviços Públicos, João Pupo, garantiu em entrevista à Rádio O POVO/CBN que os veículos de transporte público estão circulando normalmente. Segundo o titular da pasta, a frota chegou a ser reduzida "em mais ou menos 20%, 25%", mas voltou ao normal às 8h30min. Entretanto, o Sindiônibus, que representa as empresas, afirmou que não é possível definir um quantitativo de coletivos nas ruas porque esse número varia a cada momento.  

A lotação nos ônibus, vale lembrar, expõe os usuários do transporte a contatos físicos desnecessários, indo contra as recomendações de prevenção ao novo coronavírus. Convidada do Debate do O POVO dessa sexta-feeira, 20, em entrevista remota, a secretária da Saúde de Fortaleza, Joana Maciel, havia falado da importância da minimização da lotação no transporte coletivo. "O prefeito Roberto Cláudio e a Secretaria de Conservação estão tomando as medidas necessárias para diminuir a quantidade de pessoas nos ônibus", afirmou.

A hipótese de parar o serviço foi explicada pela secretária. "Acho que a gente tem que trabalhar para ter uma frota que não seja superlotada. Parando o transporte coletivo, se a população precisar de serviços de saúde, como ela vai chegar? Temos que trabalhar de forma a ter menos lotação", avançou.

A fala do secretário se somou à discussão e trouxe novidades. Segundo ele, o que justificou a superlotação relatada pelos passageiros foi que "infelizmente muitas pessoas não tiveram acesso ao decreto do governador, que fechou o comércio, e foram trabalhar. Chegando no terminal, tomaram ciência que estava fechado e aí voltaram pra casa". Após informar que a situação foi normalizada ainda pela manhã, João Pupo garantiu que haverá atenção para "reforçar a frota para os (horários de) picos e não vai se repetir nenhuma característica de superlotação".