Indicados ao Oscar 2026: quais brasileiros têm chances?

Oscar 2026: 'O Agente Secreto' e outros brasileiros são destaques na corrida

Com as nomeações do Oscar 2026 anunciadas nesta quinta-feira, 22, o Brasil tem chances de concorrer na premiação, até mesmo como favorito em certas categorias
Atualizado às Autor Arthur Albano Tipo Notícia

A corrida do Oscar 2026 promete se acirrar ainda mais com a divulgação da lista oficial de indicados nesta quinta-feira, 22. Após uma vitória histórica do Brasil na edição passada, com a conquista do prêmio de Melhor Filme Internacional, fica a expectativa de o evento se repetir com a presença de “O Agente Secreto” na competição.

O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho se tornou o favorito do país após uma vitória no Festival de Cannes nas categorias de Melhor Direção e Melhor Ator para Wagner Moura. No entanto, o longa não é a única obra com brasileiros indicados.

A seguir, veja quais filmes com brasileiros na equipe têm chances no Oscar 2026:

Oscar 2026: O Agente Secreto é favorito nas categorias principais

Principal aposta do Brasil no Oscar 2026, “O Agente Secreto” é o quinto longa-metragem do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho e chega na competição com gás suficiente para conquistar uma indicação na categoria de Melhor Filme Internacional.

Além da aclamação da crítica, um ponto que pesa a favor é a vitória no Festival de Cannes em duas categorias principais, algo que Kleber Mendonça Filho chegou perto após ganhar o Prêmio do Júri em 2019 com “Bacurau”.

Em um cenário otimista, Wagner Moura pode ser indicado a Melhor Ator, após vencer essa mesma categoria em Cannes e no Globo de Ouro.

No ano passado, Fernanda Torres chegou ao Oscar também carregando uma vitória nos mesmos prêmios. Caso a indicação se concretize, Wagner Moura pode disputar contra Leonardo DiCaprio e Timothée Chalamet.

Oscar 2026: Brasileiros despontam em categorias técnicas

Outros dois brasileiros que podem ser indicados na competição são Adolpho Veloso pela obra “Sonhos de Trem” e Affonso Gonçalves por “Hamnet”, ambos em categorias técnicas.

Dirigido por Clint Bertley, “Sonhos de Trem” é uma adaptação da novela de mesmo nome escrita por Denis Johnson. O longa narra os 80 anos da vida de Robert Grainier, que vive em torno de Bonners Ferry, no estado do Idaho.

O destaque do longa foi a fotografia assinada por Adolpho Veloso, que já havia trabalhado com o diretor no filme “Jockey”, de 2021. Por esse trabalho, Veloso ganhou um Critics Choice Award e foi indicado a um prêmio da American Society of Cinematographers (ASC).

Na mesma categoria, "Sonhos de Trem" compete com outro filme da Netflix, “Frankenstein” de Guillermo Del Toro, e favoritos da temporada como “Pecadores” e “Uma Batalha Após a Outra”.

Outra indicação que está quase cravada é a de Affonso Gonçalves em Melhor Edição por “Hamnet”. Assinando a montagem ao lado da diretora Chloé Zhao, Gonçalves também terá que enfrentar os já citados “Pecadores” e “Uma Batalha Após a Outra”, que podem varrer as categorias técnicas com a previsão de múltiplas indicações segundo especialistas do site Gold Derby.

Ainda assim, o currículo do montador impressiona com a assinatura de filmes e séries de diretores como Ira Sachs, Todd Haynes, Jim Jarmusch e Cary Joji Fukunaga. O trabalho mais recente de Affonso Gonçalves foi o filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, no qual também foi responsável pela edição.

Oscar 2026: Brasil pode ser indicado em Melhor Curta-Metragem e Melhor Documentário

Quem também pode ser indicada na competição é Petra Costa, diretora de “Apocalipse nos Trópicos”. Com estreia no Festival de Veneza, o documentário explora o papel do movimento evangélico na ascensão de Jair Bolsonaro, com comentários de figuras importantes de todo o espectro político brasileiro.

Petra, que chegou a ser indicada em 2020 com Democracia em Vertigem, retorna ao páreo com seu novo documentário político selecionado na pré-lista de indicados ao Bafta.

A categoria é acirrada, com outros favoritos retratando temas norte-americanos, mas por ser um lançamento da Netflix, espera-se que a campanha faça com que o documentário conquiste ao menos uma indicação no Oscar 2026.

Por último, uma grata surpresa na competição é a presença de Amarela, curta-metragem dirigido por André Hayato Saito que apareceu na lista de pré-indicados ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Curta-Metragem em Live Action. O filme foi disponibilizado no catálogo da Globoplay e estreou no Festival de Cannes de 2025.

A produção é ambientada em São Paulo, na final da Copa do Mundo de 1998.

Erika Oguihara (Melissa Uehara), uma adolescente nipo-brasileira que rejeita as tradições de sua família japonesa, anseia o título do Brasil. Durante o jogo, ela sofre com uma violência que parece invisível e mergulha em uma experiência dolorosa. (Colaborou Arthur Gadelha)

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