João Gomes: 'A gente só quer fazer alguma coisa diferente'

João Gomes: 'A gente só quer fazer alguma coisa diferente, sem forçar nada'

De parcerias musicais com grandes nomes da música brasileira a campanhas publicitárias, João Gomes mantém a essência, fala baixa e jeito tímido que conquista o público

Quem vê João Gomes em cima do palco por duas horas ininterruptas não imagina que o artista de voz potente, sorriso largo e carisma contagiante é um rapaz de fala calma e baixa que gosta mesmo é de ficar em casa na companhia da família.

Rodando o Brasil desde 2021, foi com o álbum "Dominguinho", lançado em 2025 ao lado dos músicos Mestrinho e Jota.pê, que o jovem de 23 anos estourou bolhas, virou memes e conquistou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa em novembro do ano passado.

Pai de Jorge, 2 anos, e Joaquim, 5 meses, estreou recentemente sua primeira campanha publicitária ao lado da esposa Ary Mirelle. “Para garantir umas fraldas, né?”, brincou ele, em cima do palco, durante o lançamento em Fortaleza no dia 20 de janeiro. Em entrevista ao O POVO, João e Ary detalharam como conciliam a rotina entre carreira e família. 

O POVO - O quanto a música faz parte da rotina de vocês com os filhos?

João Gomes - 100%. E muito mais pelos meninos. Meu coração acaba sentindo que estou no caminho certo quando o Jorge começa a prestar mais atenção em uma música do que em outra, quando ele começa a ver o que está sendo entregue.

O melhor público está em casa. Em casa, a gente consegue ter um sentimento de que a galera de longe também vai gostar, já que a turma daqui de casa está gostando. Foi assim com o Dominguinho. Jorge sabe ‘indo e voltando’, o álbum inteiro. Então, para nós, é um termômetro.

Ary Mirelle - Jorge desde a barriga, Joaquim também, sempre que escutavam a voz de João, a música, eles ficavam bem agitados. E Joaquim ainda não fala, mas Jorge já canta, ele gosta de cantar as músicas de João, outras também. Ama instrumentos, bateria, pandeiro, pegar tudo certinho.

OP - Vocês se destacam pela simplicidade. É um desafio manter essa discrição, mesmo com tantos holofotes?

João - A gente gosta de ficar em casa. Não tem muito segredo. A gente gosta de fazer as coisinhas ali por perto mesmo.

OP - O que vocês gostam de fazer em casa quando estão juntos, os quatro?

João e Ary - Cozinhar! (risos)

DVD João Gomes, gravado nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro. João veste chemise da marca Foz e camiseta e calça Patú(Foto: Diego Padilha/Divulgação)
Foto: Diego Padilha/Divulgação DVD João Gomes, gravado nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro. João veste chemise da marca Foz e camiseta e calça Patú

Ary - João gosta de comer e dormir. Em casa, ele come e dorme. Ou desce para andar de bicicleta, de cavalo, treinar. Eu gosto de treinar também. Faço beach tennis, gosto de passear com os meninos. E dentro de casa a gente só cozinha, dorme, fica com os meninos brincando.

João - É realmente uma fortaleza. A nossa casa é onde a gente se protege dos males. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, então a gente tem que se resguardar. Não tem outro motivo. Gosto de estar em casa. Ela até fala: ‘ah, vamos pegar uma casa de praia, é só 40 minutos daqui’. Eu já não gosto. Gosto de ficar em casa mesmo. É o melhor lugar.

OP - João, recentemente você “furou a bolha”, conquistando públicos além do piseiro, do forró… Também foi uma oportunidade para você conhecer outros artistas e se aproximar de quem você admirava?

João - Com certeza. Acho que eu sempre fui muito curioso com a música. Sempre sou muito curioso sobre tudo, sempre estou cutucando, me aprofundando nas coisas. Na música não é diferente. A gente faz grandes amigos. De uma forma bem singela, eu convidei o Mestrinho e o Jota.pê para cantarem comigo.

A Ary me via de madrugada no telefone e dizia: “Por que você está há tanto tempo acordado?”. E eu só dizia: “Calma!”. Mas não sabia que ia ser sucesso, não sabia que a turma ia gostar, não sabia de nada, mas eu sabia que estava fazendo alguma coisa pelo meu sonho.

A gente vai meio que saturando, tendo a impressão de estar fazendo mais do mesmo. Ou vendo o mercado fazendo tudo da mesma forma. E a gente só quer fazer alguma coisa diferente, de forma singela, sem forçar nada, deixando acontecer de forma natural.

O Mestrinho, como compositor, acendeu uma chama em mim. Eu não estava escrevendo tanto e o Mestrinho foi meu parceiro de composição por um bom tempo e depois o Jota.pê apareceu e aí a gente se juntou.

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