Pablo Neruda: Morte do poeta foi por envenenamento, diz pericia
Nova investigação afirma que Pablo Neruda foi envenenado por apoiadores da ditadura de Augusto Pinochet
Pablo Neruda, escritor chileno e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1971, foi envenenado, é o que afirmam peritos internacionais. A informação foi divulgada no início desta semana pelo advogado e sobrinho de Neruda, Rodolfo Reyes, e relatou que a nova investigação da morte do poeta está sendo conduzida por especialistas em laboratórios localizados no Chile e na Dinamarca.
Nascido em 1904 como Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto, o poeta adotou "Pablo Neruda" como pseudônimo e tornou-se um dos principais escritores da América Latina.
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Diplomata e opositor da ditadura militar chilena - liderada por Augusto Pinochet durante os anos de 1973 a 1990 - Pablo Neruda morreu dias após Pinochet dar o golpe de Estado, aos 69 anos de idade. Na época, informações oficiais declararam que a causa da morte do poeta foi em decorrência de um câncer de próstata.
A investigação sobre as causas da morte de Neruda iniciou em 2011, depois que seu ex-motorista, Manuel Araya, disse à imprensa que o poeta poderia ter sido envenenado devido suas posições políticas. Segundo dados oficiais, a ditadura de Pinochet deixou mais de 3.200 mortos e cerca de 38.000 torturados.
"Agora sabemos que o 'clostridium botulinum' não deveria estar na ossada de Neruda. O que isso significa? Que Neruda foi assassinado, houve intervenção em 1973 por agentes do Estado", afirmou sobrinho do vencedor do Nobel, sobre os resultados dos exames realizados em 2017, que encontraram a toxina nos restos mortais do escritor.
O jornal espanhol El País informou que as novas atualizações sobre a investigação da morte de Pablo Neruda serão divulgadas nesta quarta-feira, 15, após o relatório final dos exames serem entregues à juíza Paola Paza, que está à frente do processo.