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Centro Cultural Bom Jardim recebe propostas artísticas até domingo, 8

O equipamento cultural recebe propostas artísticas de artistas, grupos, companhias e coletivos do circuito cearense até domingo, 8 de agosto
18:49 | Ago. 03, 2021
Autor - Clara Menezes
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- Clara Menezes Autor
Tipo Noticia

Novas oportunidades surgem para os artistas e profissionais da cultura que atuam em território cearense. Até domingo, 8 de agosto, o Centro Cultural Bom Jardim recebe propostas artísticas para integrar a programação do equipamento.

Para participar, os interessados devem realizar a inscrição por meio do Mapa Cultural do Ceará. No total, 13 linguagens serão contempladas, como dança, música, teatro, literatura, audiovisual, artes visuais, circo e outras.

A chamada pública disponibiliza 41 vagas. 33 delas serão destinadas a trabalhos inéditos que foram produzidos e finalizados durante o período de isolamento social. As outras oito contemplarão propostas de criação de projetos em parceria com a instituição.

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Os conteúdos, que formarão a faixa de programação do centro cultural de agosto a dezembro deste ano, devem ser adaptados às plataformas digtiais. Os artistas selecionados receberão entre R$ 1.500 e R$ 2.000.

O objetivo do edital é movimentar a economia e a cultura durante o período de pandemia do coronavírus, que impossibilita a realização de vários trabalhos artísticos.

O resultado está previsto para sair no dia 30 de agosto. Mais informações estão disponíveis no edital.

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CCBJ - Chamada Pública

Quando: até domingo, 8 de agosto
Onde: no site do Mapa Cultural
Mais informações: no edital

Podcast Vida&Arte

O podcast Vida&Arte é destinado a falar sobre temas de cultura. O conteúdo está disponível nas plataformas Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts e Spreaker.

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Lançamento "Cicatriz – Desmontagem de uma Trajetória em Teatro de Rua"

00:30 | Jul. 21, 2021
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Tipo Notícia

Quando: sábado, dia 24, às 17 horas
Onde: @teatrodecaretas e @vanessiagomes no Instagram
Quanto: R$ 35 frete
Como comprar: [email protected]

Exibição Desmontagem Cênica "Cicatriz"
Quando: sábado, dia 24, às 19 horas
Onde: Vanéssia Gomes no YouTube

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Atriz Vanéssia Gomes lança livro com memórias de sua trajetória artística

Lançamento
00:30 | Jul. 21, 2021
Autor Miguel Araujo
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Miguel Araujo Autor
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Tipo Notícia

Compartilhar memórias de uma trajetória artística de mais de duas décadas: com tantas experiências e processos criativos, é dessa forma que se apresenta o livro "Cicatriz - Desmontagem de uma Trajetória Cênica em Teatro de Rua", da atriz, pesquisadora em teatro e integrante do Grupo Teatro de Caretas Vanéssia Gomes. A obra será lançada no próximo sábado, 24, e será acompanhada da exibição da desmontagem cênica “Cicatriz”.

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A escolha de desenvolver esses trabalhos começou ainda em 2017, quando Vanéssia ingressou no mestrado de Artes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Para aliar os estudos aos seus passos trilhados no grupo Teatro de Caretas, no qual atua há mais de duas décadas, a atriz pensou inicialmente em “estudar todo o processo do grupo”, mas percebeu que seriam muitos elementos para abordar.

Assim, a escolha final se restringiu a três espetáculos “potentes”, que, na visão de Vanéssia, fazem “marcos” dentro da trajetória do grupo. Dessa forma, a pesquisadora em teatro passou a investigar as experiências cênicas "Cortejo de Caretas", "Final da Tarde" e "Boca Amordaçada", buscando entender seus processos criativos e como o grupo idealizou esses trabalhos.

Ao longo das leituras para sua dissertação (que se tornou o livro que será lançado), encontrou trechos de trabalhos antigos que mencionam “riscos”, “rastros” e “cicatrizes”. Ao se deparar com esses temas, pensou em aliá-los ao potencial tema da memória trabalhado em seu livro, relembrando experiências: “Eu achei bem marcante porque trata sobre marcas, sobre coisas que vão se agregando à minha história. São coisas que estão vinculadas ao meu corpo e à minha atuação, já que o teatro tem essa potência do corpo, de estarmos em cena”.

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Em “Cortejo de Caretas”, é desenvolvida uma investigação sobre máscaras presentes em manifestações tradicionais do Nordeste. Quanto ao espetáculo “Final da Tarde”, ele é um trabalho itinerante realizado em centros de cidades para pensá-las como dramaturgia. Por fim, “Boca Amordaçada” é uma obra que aborda feminismo e memória.

Estudar o próprio “fazer artístico” ajudou Vanéssia a compreender processos e a se reaproximar de materiais antigos, podendo, assim, sistematizar no livro seus conhecimentos e a partir da possibilidade de encontros estabelecer “um canal de diálogo”. “Voltar para esses materiais foi de extrema riqueza. Foi maravilhoso para mim”, acrescenta a pesquisadora.

A desmontagem cênica, formato que olha para o próprio fazer, é um solo gravado em outubro no teatro do Centro Cultural do Bom Jardim (CBBJ), um momento “bem significativo” para Vanéssia. “Agora as pessoas poderão assistir e ver que é um procedimento bem interessante para todos nós artistas, para falarmos sobre o nosso fazer artístico e o processo criativo envolvido. Pode parecer que a obra de arte surge de um passe de mágica, mas não, é muito trabalho para se chegar até a um espetáculo”, destaca a atriz.

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A gravação do trabalho ocorreu devido à pandemia. Com mais de 20 anos de experiência no teatro, em que se destaca o reforço permanente sobre a arte pública de rua, Vanéssia lembra que o segmento cultural “sempre esteve em uma batalha cotidiana por recursos, reconhecimento e espaço”, e que, com a pandemia, esse cenário se agravou. Assim, foi mais um desafio que se somou à sua trajetória: “Está denso um desafio para descobrir esse novo lugar de praticar teatro e arte. Nós sabemos que são outros formatos, que não eliminam a necessidade do formato presencial, mas instigam para novas investigações”.

Mais que as apresentações de suas obras, a oportunidade de “valorizar” o espaço da arte teatral em Fortaleza: essa é uma das expectativas de Vanéssia Gomes com os lançamentos deste sábado. Com seus trabalhos, espera que seja possível reforçar a “memória coletiva do teatro”: “Eu espero que reforce esse lugar de investir nosso tempo e nossos desejos para esse lugar que é o da arte. Socialmente e culturalmente é bem emblemático trabalhar com teatro e arte pública de rua, mas creio que é necessário a arte existir para essa outra forma de olhar a sociedade em que vivemos”.

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