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Irmã de Pedro Dom se manifesta contra série da Amazon e acusa pai de violência

De acordo com Erika Grandinetti, sua mãe era contra a série original da Amazon "Dom". Ela também desabafa sobre como o pai foi transformado em um herói

20:12 | 13/07/2021
A história de Pedro Dom foi contada em série do Amazon Prime Video (Foto: Reprodução/ Facebook)
A história de Pedro Dom foi contada em série do Amazon Prime Video (Foto: Reprodução/ Facebook)

Com elementos da ficção e da realidade, a série brasileira “Dom” conta a história de Pedro Machado Lomba Neto (1981 - 2005), que se tornou famoso por comandar uma quadrilha especializada em assaltar edifícios de luxo do Rio de Janeiro no início dos anos 2000. A obra original do Amazon Prime Video, dirigida por Vicente Kubrusly e Breno Silveira, foca na relação do jovem com o pai Victor Dantas. Entretanto, a irmã do protagonista se manifestou nas redes sociais nesta segunda-feira, 12, contra a narrativa.

Em sua página no Facebook e também no seu perfil do Instagram, Erika Grandinetti diz que sua mãe não deu autorização para a produção. “Minha mãe, separada de meu pai, desde sempre disse não a esse projeto. Mas sua voz não foi ouvida”, explica.

Há mais de uma década, Victor tinha concedido informações ao showrunner Breno Silveira sobre a história da família. Foram esses diálogos que serviram de base para a série, que estreou no início de junho no streaming.

De acordo com Grandinetti, Dantas teria roubado a história de vida de sua mãe. “Meu pai foi usuário de cocaína, parou de usar depois que eu nasci. Ahhhhh! Quem acorrentou o filho de desespero foi ela, quem subia até a boca de fumo era ela, quem internou foi ela, e tudo o mais. E ele sabia sim que o filho estava sequestrado, não deu um tostão”.

Ela ainda afirma que o patriarca era um homem violento. “Meu pai cuspia no chão de dentro de casa, era violento. Quando brigava com a minha mãe, ‘enquadrava’ ela como se estivesse falando com um estuprador!”.

Segundo a irmã: “Toda intimidação e violência que meu irmão praticou foi aprendida com o pai. Esse pai herói nunca existiu. Meu irmão sempre sentiu dor, mas o pai ensinou que homens não choram. Ficamos sujeitas a ouvir, por exemplo, que havia certa permissividade da família com os erros do Pedro”.

Em relação às inúmeras vezes que Pedro Dom foi internado por causa de seu vício em cocaína, ela comenta: “meu pai nunca internou meu irmão, ao contrário, tirava da internação fazendo cena”.

“Meu pai nunca deu pensão alimentícia pros filhos, minha mãe trabalhou feito burro de carga pra nos manter. Quando se separavam, minha mãe sempre saía de casa com os filhos, a casa era da família dele. Meu pai? Ironicamente está morto, e não vai usufruir do momento célebre”.

A obra audiovisual “Dom”, de oito episódios, foca na relação entre Pedro “Dom” (Gabriel Leone) e o pai Victor Dantas (Flavio Tolezani). O patriarca era um policial aposentado, que iniciou sua trajetória profissional durante a ditadura militar (1964 - 1985). Ele era especializado na guerra contra as drogas.

Já Pedro se tornou viciado em cocaína quando ainda era criança. Roubava objetos valiosos de casa para sustentar o vício e mentia constantemente para a família. Foi internado uma dezena de vezes na tentativa de se recuperar. Envolveu-se com criminosos em uma favela no Rio de Janeiro até que chegou a ser um dos principais mandantes da quadrilha que invadia casas da elite.

Faleceu em setembro de 2005, após uma perseguição policial. Morreu com um tiro de fuzil, encurralado em um prédio de um bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro.

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