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Vida & Arte
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Seminário virtual troca experiências sobre o encontro entre arte e autismos

O seminário "O que pode a arte? Afetos, Autismos, Artes", promovido pelo Teatro da Boca Rica, acontece entre terça-feira, 23, e quinta-feira, 25

17:34 | 20/02/2021
O seminário 'O que pode a arte? Afetos, Autismos, Artes' traz diversos artistas e pesquisadores para falar sobre o tema (Foto: Acervo de Rosa Primo)
O seminário 'O que pode a arte? Afetos, Autismos, Artes' traz diversos artistas e pesquisadores para falar sobre o tema (Foto: Acervo de Rosa Primo)

A relação da arte com pessoas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) extrapola os limites da arteterapia. As linguagens artísticas podem ser utilizadas para fins terapêuticos, mas elas também trazem possibilidades de transformação e desenvolvimento criativo. A partir dessa perspectiva, o seminário “O que pode a arte? Afetos, Autismos, Artes” acontece entre terça-feira, 23, e quinta-feira, 25, no canal do Youtube e na página do Facebook do Teatro da Boca Rica.

O espaço cultural, que é ao mesmo tempo grupo teatral e escola livre, busca trocar experiências acerca do tema durante os três dias de evento. “O objetivo é dar continuidade a nossas ações transversais entre cultura e arte”, explica a atriz, diretora, pesquisadora e produtora cultural, Rejane Reinaldo. Ela é uma das organizadoras da iniciativa, ao lado da bailarina Rosa Primo e do doutor em filosofia Charles Feitosa.

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“Convidamos artistas que também são pesquisadores, professores de universidade, que têm um ‘pé’ na pesquisa, para discutir os autismos e as artes, de modo geral. Queremos pensar essa relação para além da terapia e de seu valor lúdico. É importante refletir sobre isso como um encontro transformador do corpo e do pensamento”, explicita Rejane. Segundo ela, o plural em “autismos” foi escolhido propositalmente: “existem autismos, não um autismo. As formas de manifestação são muito diferentes.”

Entre os temas que serão discutidos, está, por exemplo, “Invenções de arte e autismos dentro e fora dos muros da universidade”. Na quinta-feira, 25, Tavie de Miranda Ribeiro Gonzalez aborda reflexões que resultaram de seu trabalho como pesquisadora do projeto “Oficina de Teatro Circulando - Ateliê de teatro para jovens com transtornos mentais”, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

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Já na quarta-feira, 24, a atriz, palhaça, pesquisadora e doutoranda em Artes Cênicas, Cristiane Menezes Muñoz,  comenta sobre o uso da palhaçaria como forma de desmantelar as práticas de domesticação da neurodiversidade. Ela, que tem autismo nível 1 e superdotação, trata de perspectivas anticapacitistas.

Além do evento virtual, haverá a publicação de um livro digital com base nas discussões. O conteúdo ficará disponível nas plataformas on-line do espaço cultural e tem previsão de lançamento para abril deste ano. “Cada palestrante está fazendo um texto para apresentar. Então aproveitamos essa oportunidade para colocar tudo em um livro, que vai ficar nas redes sociais e com acesso gratuito. As pessoas vão poder conferir falas, experiências e reflexões sobre autismos e artes”, afirma Rejane Reinaldo.

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As inscrições para as palestras são gratuitas e podem ser realizadas pelas redes sociais do Teatro da Boca Rica. Todos que se inscreverem terão acesso a certificados. As transmissões, que terão intérpretes de Libras, começam a partir das 19 horas. “O que pode a arte? Afetos, Autismos, Artes” foi fomentado pela Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult-CE).

Programação completa

Terça-feira, 23
19 horas - Abertura com Rejane Reinaldo
19h15min - Palestra “Ensaio sobre dança e autismo”, com Anamaria Fernandes Viana
20h15min - Palestra “Autismos e neurodiversidade”, com Fátima Dourado e participação de Gustavo Mapurunga, do grupo Neurodivergentes
Debatedora: Rosa Cristina Primo Gadelha

Quarta-feira, 24
19 horas - Abertura com Rejane Reinaldo
19h15min - Palestra “O jogo do palhaço como subversão das práticas usuais de domesticação da neurodiversidade: uma perspectiva anticapacitista”, com Cristiane Menezes Muñoz
20h15min - Palestra “O autismo como metáfora: perspectivas a partir da filosofia pop”, com Roberto Charles de Oliveira Feitosa
Debatedora: Rejane Reinaldo

Quinta-feira, 25
19 horas - Abertura com Rejane Reinaldo
19h15min - Palestra “Invenções de arte e autismos dentro e fora dos muros da universidade: projeto Circulando e suas inquieta(ações)”, com Tavie de Miranda Ribeiro Gonzalez e participação de Aline Vargas
20h15min - Palestra “A música e o autismo”, com Fábio Dória
Debatedor: Roberto Charles de Oliveira Feitosa

"O que pode a arte? Afetos, Autismos, Artes"

Quando: de terça-feira, 23, a quinta-feira, 25, a partir das 19 horas
Onde: no canal do Youtube e na página do Facebook do Teatro da Boca Rica
Inscrições: no Sympla
Mais informações: no perfil do Instagram @teatrodabocarica