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Letras&Livros realiza o lançamento de quatro livros em 3ª edição do projeto

O evento teve também uma feira criativa de livros, que contou com editoras, sebos e livreiros

11/12/2019 23:08:14
FORTALEZA-CE, BRASIL, 11-12-2019: Evento do programa Letras & Livros para lançamento de obras literárias. Evento aconteceu no espaço cultural O Povo. (Foto:Júlio Caesar/O Povo)
FORTALEZA-CE, BRASIL, 11-12-2019: Evento do programa Letras & Livros para lançamento de obras literárias. Evento aconteceu no espaço cultural O Povo. (Foto:Júlio Caesar/O Povo) (Foto: JÚLIO CAESAR)

O Letras&Livros realizou, na noite desta quarta-feira, 11, o lançamento de quatro obras durante a terceira edição do projeto, no Espaço O POVO de Cultura & Arte. “Zonas Abissais”, da psicóloga Lisiane Forte; "Água ou testamento lírico a dias escassos", da atriz Sara Síntique; “Mundos de Liz”, do ilustrador Daniel Brandão; e “Relicário”, dos escritores Ayla Andrade, Argentina Castro, Bruno Paulino, Zélia Sales e Antônio LaCarne. Esses foram os lançamentos. O evento contou ainda com uma feira criativa de livros, com editoras, sebos e livreiros.

Editado por Isabel Costa e Rubens Rodrigues, “Relicário” reúne contos publicados no Vida & Arte, no podcast Antologia e também traz histórias inéditas. “Tem sido muito importante para o Vida & Arte abraçar esse projeto, porque é o ano de celebração de 30 anos do caderno. O Vida & Arte sempre teve muito apreço pela literatura. Esse foi o ano que a gente escolheu para reforçar isso”, afirma a jornalista Isabel Costa, organizadora do projeto Letras&Livros.

Os autores Ayla Andrade, Bruno Paulino e Zélia Sales estiveram presentes no lançamento para falar sobre o livro Relicário. Bruno Paulino, escritor e professor, escreveu dois contos para a obra, abordando questões sobre o Sertão e o sobrenatural. “Eu conto sobre almas penadas no Sertão. São histórias que eu ouvia o meu avô contar, histórias de crianças que morreram afogadas e que voltam para atormentar”, afirma.

As histórias, na verdade, surgem a partir da ideia de algo que já é contado no interior, lugar que o autor considera rico em contadores de histórias. “O meu grande trabalho é ouvir e passar para o papel essas histórias, sobretudo dos mais velhos”, afirma.

Zélia Sales, regente de biblioteca, escreve sobre abandono em seus dois contos, ambos sobre meninas do interior do Ceará. Um deles, "Sobre Dentes", foi premiado no Prêmio Sesc de Contos, no Crato. “O conto fala sobre uma menina que vai com a irmã pro dentista, que não tem ficha, que acorda cedo, que não tem dinheiro para anestesias, que o dentista é estúpido”, afirma.

OUTROS LANÇAMENTOS

Sara Síntique, autora de "Água ou testamento lírico a dias escassos", define o livro como mergulho na poética do elemento que dá nome à obra. “A água nas suas fases líquidas, sólidas, gasosas. A água do corpo, a água da mulher, das mulheres, os líquidos das relações. Ele faz um passeio nessas águas do mergulho ao olhar de cima, o reflexo da superfície”, afirma.

Lisiane Forte, psicóloga, se define como “mais psicóloga do que escritora” e trabalha com terapia e escrita terapêutica. O seu segundo livro solo, "Zonas Abissais", é dividido em dois capítulos: Mulher Pássaro e Mulher Peixe. “A Mulher Pássaro é aquela mulher contemporânea, que precisa saltar as asas. Ela é divorciada, precisa cuidar dos filhos e está à procura de uma nova profissão. Ela é tão múltipla que precisa colocar os pés no chão e ao mesmo tempo voar. E a Mulher Peixe é aquela que todos nós somos, de forma dinâmica, pássaro e peixe. Aquela mulher que precisa ter um resgate de si e olhar para dentro”, afirma.

O último momento do evento contou com Daniel Brandão, quadrinista do caderno Vida & Arte. Ele reuniu tirinhas de Os Mundos de Liz e transformou em livro. A personagem Liz, na verdade, é inspirada na filha do autor, o que Daniel vê como responsável por tornar o trabalho diferente de todos os outros, já que toma cuidado para não expôr a filha. “Eu tenho um cuidado extremo com isso, eu acho que nunca fiz nenhuma tira nesses dois anos que possa ter gerado qualquer desconforto”, afirma.