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Álbum Nordeste In Natura será lançado no último dia da Bienal

O álbum, de Renata Arruda, será lançado neste domingo, 25, no último dia da XIII Bienal Internacional do Livro, às 18h, em parceria com a pernambucana Paola Tôrres. O trabalho tem a participação especial de Chico César, Elba Ramalho e Ney Matogrosso

24/08/2019 14:06:52
Paola Tôrres e Renata Arruda
Paola Tôrres e Renata Arruda(Foto: Divulgação)

O resgate às raízes nordestinas motivou a cantora Renata Arruda a produzir um álbum que lhe trouxesse de volta ao berço onde nasceu. Com 30 anos de carreira, a artista cantava pop no Rio Janeiro quando, ao voltar para João Pessoa, na Paraíba, viu a necessidade de produzir um trabalho que traduzisse a linguagem e os ritmos do Nordeste. O álbum, intitulado "Nordeste In Natura", será lançado neste domingo, 25, no último dia da XIII Bienal Internacional do Livro, às 18h, em parceria com a pernambucana Paola Tôrres, e com participação especial de Chico César, Elba Ramalho e Ney Matogrosso.

O hibridismo entre o pop cantado por Renata e os ritmos nordestinos é o diferencial do álbum. No Rio de Janeiro, o estilo mais romântico da artista ajudou a trabalhar o lado intérprete; agora, com o CD, seu talento como compositora também foi aprofundado. As composições são todas autorais, justamente pela necessidade de falar coisas que estão tão intrínsecas na sua origem que não podem ser traduzidas por outra pessoa. “A gente começa a falar sobre essas coisas, sobre como isso é forte, como essa musicalidade pulsa na gente, como o sertão pulsa na gente. É um resgate às nossas raízes”, declara Renata.

Em um cenário da música nordestina ainda dominado por homens, a dupla brota como uma semente para mudança. Além de misturar ritmos regionais com o pop que acompanhou Renata durante a vida, o álbum também se destaca por ser cantado e idealizado por mulheres. O disco, completamente autoral, não teve como intenção trazer um ativismo feminista, mas, apesar disso, a própria ideia de serem mulheres cantando música nordestina evoca uma representatividade para a causa. “A gente precisa mostrar que as mulheres nordestinas têm muito a dizer. A gente quer dizer que existem mulheres e que sim, sabem fazer Coco e Maracatu”, declara.

O CD é fruto de um trabalho de pesquisa sobre os elementos do Maracatu, do Forró e da Ciranda. “Nós, que somos do Nordeste, temos o privilégio de ter esses ritmos à nossa disposição, então por que não mostrar um pouco deles?”, declara Renata.

Além do resgate aos ritmos nordestinos e a representatividade feminina, o trabalho também conta com a participação de Chico César, Elba Ramalho e Ney Matogrosso, grandes amigos conquistados por Renata durante a carreira. Ney Matogrosso, apesar de não ser nordestino, aceitou logo que foi chamado, e Renata se emociona ao lembrar do carinho dos amigos. Dentre as três opções que tinha à mesa, Elba aceitou a canção que foi feita justamente para ela. Já Chico, gravava o disco dele e parou todo o processo para cantar com Renata uma música para o Nordeste In Natura. “Me deixou muito vaidosa, eles de pronto terem aceito”, brinca.

A renda das vendas do Nordeste In Natura é destinada às atividades do Roda da Vida, instituto que atende pacientes com câncer de forma gratuita, com atividades complementares à quimioterapia e radioterapia. Parte dos CDs também foi doado à Instituição. “A doação de parte dos CDs pro Roda da Vida, para as mulheres com câncer de mama foi uma doação dela (Renata). A parceria é comigo, mas o CD é dela, um projeto dela”, declara Paola.