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Mariana Fagundes: "mulherada abraçou" cantoras de sertanejo universitário

"Não tem mais aquela coisa da mulher ficar falando de um conto de fadas", diz a artista que já gravou com Naiara Azevedo, Léo Santana e Xand Aviões

10/07/2019 23:20:26
"Não tem mais aquela coisa da mulher ficar falando de um conto de fadas", diz a artista que já gravou com Naiara Azevedo, Léo Santana e Xand Aviões (Foto: Divulgação )

Da pequena cidade de Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, a cantora e compositora Mariana Fagundes está ganhando o mundo. Com particular vozeirão e especial carisma, a artista participou do programa Conversa Ao Vivo, no Facebook do O POVO Online, na tarde desta quarta-feira, 10. Na ocasião, conversou sobre seu passado, presente e futuro e ainda “deu uma palhinha” de seus sucessos no sertanejo universitário.

Mariana, que já está na estrada há 14 anos, veio a Fortaleza divulgar seu talento, É sobrinha do compositor Vicente Dias, responsável pela criação da letra de “60 dias apaixonado”, famosa nas vozes de Chitãozinho e Xororó. “Comecei a cantar pequenininha. Meus pais têm uma gravação minha com um ano, cantando uma musiquinha de ninar. Daí fui crescendo, admirando cada vez mais essa profissão. Na verdade, para mim a música não é uma profissão, mas um amor”, evidenciou a cantora.

Considerada pela crítica musical como uma das revelações da música sertaneja, ela já gravou hits com Naiana Azevedo, Léo Santana e Xand Aviões. “É sempre um presente de Deus quando acontece essas participações. Nelas os fãs desses artistas começam a me conhecer, porque passo a ser apresentada. Aí o ‘trem vai dando baum’”, gracejou a sul-mato-grossense.

O ritmo sertanejo ganhou notoriedade tanto regionalmente como nacionalmente a partir de duplas e posteriormente com homens se apresentando solo. Nos últimos anos, por outro lado, as mulheres passaram a ganhar e a mostrar voz no estilo musical, com nomes como Paula Fernandes, Marília Mendonça, Naiara Azevedo, Maiara, Maraísa, Thaeme.

“Elas terem chegado e conquistado esse espaço representa que, primeiro, foi muito difícil. Acho que foi um presente de Deus, que abriu as portas, mas óbvio foi feito com sacrifício, sofrimento e muita doação. Hoje eu me sinto incluída neste grupo tão batalhador que chegou, botou a cara e falou assim: ‘olha esse meu sertanejo é de qualidade’”, salientou.

De acordo com Mariana, “a mulherada abraçou” todo esse movimento. “Não tem mais aquela coisa da mulher ficar falando de um conto de fadas. Hoje o sertanejo feminino é muito real, original que fala sobre a mulher ‘tomar uma”, ‘levar chifre’ e também ‘pôr chifre’. A gente fala do mundo como é, e canta com vontade e com amor”, pontuou a artista.

Com Instagram bastante movimentado, onde é acompanhada por mais de 237 mil seguidores, Mariana Fagundes exibe extensa agenda de shows, com apresentações marcadas no Pará, Minas Gerais, Bahia e em Tocantins. Dizendo-se apaixonada por Fortaleza, a dona dos hits “É só me chamar”, “Tô ficando louca” e “Agora chora” promete retornar logo para a Capital. “Quero muito voltar e que os fortalezenses gostem e cantem junto comigo”, vislumbra.

Confira entrevista completa:

Wanderson Trindade