Testamos: Galaxy Book3 Ultra une beleza e alta potência

Notebook topo de linha da Samsung traz especificações avançadas em design discreto e incrivelmente fino. Preços do Galaxy Book3 Ultra começam em R$ 13.499

Durante muito tempo, notebooks topo de linha eram divididos em dois tipos. Workstations, voltados a trabalhos com alta performance, e portáteis do segmento gamer, com foco em rodar jogos pesados.

A primeira categoria trazia design mais sóbrio, com componentes otimizados para as aplicações profissionais e alto consumo de bateria. A segunda trazia o visual chamativo, apelidado de "turbina de avião" na imprensa especializada.

É + que streaming. É arte, cultura e história.

+ filmes, séries e documentários

+ reportagens interativas

+ colunistas exclusivos

Aqueles buscando um notebook discreto, com potência para jogos e consumo aceitável de bateria exorbitante, ficavam sem opções. A linha Blade, da Razer, foi uma das primeiras a aderir a esse conceito - e continua tendo lançamentos após 11 anos.

Apenas recentemente esse tipo de produto se tornou mais comum. Mesmo notebooks de fabricantes conhecidas no segmento pelo design chamativo, como Alienware e MSi, passaram a ter visual que não destoa (muito) em espaços de trabalho.

O que nos leva ao Galaxy Book3 Ultra. O modelo topo de linha da Samsung tem especificações avançadas, mas, por fora, não é diferente da média dos notebooks vistos em um escritório. O destaque, na verdade, é pela espessura menor que a maioria dos portáteis.

Estive com o Galaxy Book3 Ultra nas últimas semanas para descobrir se a união entre beleza e força é apenas na teoria, ou se ele consegue equilibrar esses critérios na prática. Abaixo, conto minhas conclusões sobre a experiência.

Sobre o review: a Samsung me enviou o Galaxy Book3 Ultra para análise em 10 de julho. O notebook foi devolvido após os testes, e a fabricante não teve influência no conteúdo deste texto.

Parâmetros de comparação: meu notebook, para uso pessoal e de trabalho, é um Acer Nitro 5 modelo AN515-54 (Intel i7 9750H, GeForce GTX 1650 4 GB, 24 GB de RAM e 1 TB de armazenamento em dois SSDs PCIe Gen 3x2 de 256 GB e um Sata de 480 GB).

Samsung Galaxy Book3 Ultra: especificações e disponibilidade

  • Tela: 16", proporção 16:10, 2.880 x 1.800 pixels, Amoled, 120 Hz, HDR 10+
  • Processador: Intel i7 13700H ou i9 13900H
  • Placa de vídeo: NVidia GeForce RTX 4050 6 GB (i7) ou 4070 8 GB (i9)
  • Memória e armazenamento: 32 GB de RAM LPDDR5 (soldada) e 1 TB de SSD NVMe Gen 4; slot M.2 livre para segundo SSD
  • Conexões: 2X Thunderbolt 4, USB-A 3.2 Gen2, HDMI, leitor de cartões microSD, 3,5 mm para fones de ouvido (físicas); WiFi 6E e Bluetooth 5.1 (sem fio)
  • Acabamento: corpo em alumínio; tela em vidro refletivo
  • Bateria: 76 Wh; carregador de 100 W
  • Dimensões e peso: 355 x 250 x 16,5 mm; 1,79 kg
  • Sistema operacional: Windows 11 Home
  • Som: 2X woofers de 5 W e 2X tweeters de 2 W
  • Teclado: ABNT2 com teclado numérico; teclas direcionais de meia altura; retroiluminado
  • Certificações: VESA HDR400, Intel Evo e Dolby Atmos
  • Adicionais: webcam Full HD; sensor de luminosidade, leitor de digitais no teclado

Há duas versões do Galaxy Book3 Ultra. Uma tem processador i7 13700H e GPU RTX 4050 (R$ 13.499 à vista, R$ 14.999 a prazo), outra traz um i9 13900H e uma RTX 4070 (R$ 19.799 à vista ou R$ 21.999 a prazo).

Caixa do Galaxy Book3 Ultra traz somente o essencial

Pagando R$ 15 (ou 20) mil em um notebook, era de se esperar que ele trouxesse alguns mimos. Não é o caso aqui: o Galaxy Book3 Ultra vem apenas com cabo e carregador na caixa.

Por sinal, o cabo serve apenas para recarga. Se você quiser aproveitar toda a velocidade das portas Thunderbolt 4 do Galaxy Book3 Ultra, precisará comprar o acessório separadamente.

A fonte de alimentação é um pouco maior que as vistas em celulares, bastante compacta comparada às de notebooks. Tanto ela quanto o cabo são na cor branca, apesar de o computador ter um tom cinza escuro.

Design e construção: Galaxy Book3 Ultra é inacreditavelmente fino

Para elaborar rapidamente, notebooks mais finos que o Galaxy Book3 Ultra não são raros. Há o Zenbook S 13 Oled, da Asus, o XPS 13 Plus, da Dell, e os MacBooks Pro de 13 e 14", da Apple.

Mas, à exceção desses últimos, nenhum ultrafino tem a potência do Book3 Ultra. Mesmo contra os MacBooks, o modelo da Samsung tem algumas vantagens, que serão abordadas na conclusão do review.

Para quem está acostumado aos encorpados notebooks gamer, ou mesmo portáteis "regulares" para trabalho, o Book3 Ultra surpreende por ser tão fino. O conjunto da obra impressiona, e a tela, com três milímetros, é de cair o queixo.

Os 16,5 mm totais são medidos na parte mais grossa do notebook, mas a parte inferior é ainda mais fina perto das bordas. Essa área abriga uma das saídas de ar (a outra fica na dobradiça da tela), os alto-falantes e quatro pés de borracha.

Nas laterais, a esquerda traz as duas portas Thunderbolt e a HDMI. Na direita estão a USB-A, a entrada de 3,5 mm para fones de ouvido e o leitor de cartões microSD. Traseira e frente não têm portas, mas esta última traz um pequeno recesso para facilitar a abertura do Book3 Ultra, que pode ser feita usando apenas um dedo.

Com ele aberto, mais elementos interessantes. O teclado retroiluminado é no padrão ABNT2 (com tecla Ç) e tem parte numérica dedicada. No canto superior direito fica o botão liga/desliga, com leitor de impressões digitais integrado.

O touchpad do Book3 Ultra é imenso: são 15,1 x 10,3 cm, o maior que já vi em um notebook com Windows - o MacBook Pro de 16", único comparável, tem 15,9 x 9,9 mm. Ele responde a gestos com os dedos, como movimento de pinça para aumentar ou diminuir o zoom.

A tela do Galaxy Book3 Ultra tem bordas mais finas que a maioria dos notebooks, mas não é a menor espessura que já vi. A borda superior, que abriga a câmera, é um pouco mais grossa que as laterais, e a inferior é maior que todas. Os cantos do painel são arredondados, dando um efeito visual bastante agradável.

Tela do Galaxy Book3 Ultra tem alta resolução e imagem excelente

Nos últimos dois anos, aproximadamente, se tornaram frequentes notebooks com tela de 16", algo raro anteriormente. A mudança é simples: as telas de 15,3", mais comuns, usam proporção 16:9. Aumentando um pouco os painéis, e reduzindo as bordas, as fabricantes passaram a oferecer displays de 16" em proporção 16:10, sem aumentar o tamanho dos computadores.

O Galaxy Book3 Ultra segue a tendência e vai além. Com resolução 2.880 x 1.800, a definição de imagem é altíssima. Junte a tecnologia Amoled do painel, a certificação HDR10+ e a taxa de atualização (adaptável) de 120 Hz, e a promessa é uma tela de qualidade excepcional.

E é exatamente isso que o notebook entrega. A tela vem pré-calibrada de fábrica, com a possibilidade de escolher modos de cor padrão (sRGB) e vívido (DCI-P3).

Um aspecto no qual painéis Amoled escorregam é no brilho. Com 400 nits, no entanto, a tela do Galaxy Book3 Ultra entrega resultados acima da média mesmo quando comparado a notebooks com tela MicroLED ou IPS, que costumam ser mais brilhantes.

Acima, a comparação entre as telas do Acer Nitro 5 (IPS LCD, acabamento fosco, 250 nits) e do Book3 Ultra mostra a diferença de forma evidente. Não é uma disputa na mesma categoria: um computador de R$ 15 mil em 2023 e um de R$ 6 mil lançado em 2020. A ideia é apenas mostrar a diferença entre o Samsung e um portátil com display mediano.

Painéis com alta taxa de atualização têm maior vantagem em jogos. No modelo testado (processador i7 e GPU RTX 4050), porém, nem sempre esta é uma possibilidade: games recentes até conseguem rodar a 120 quadros por segundo, mas apenas com configurações gráficas médias ou baixas.

Falarei em detalhes desse aspecto na seção sobre performance. Para agora, pontuo apenas que acaba sendo necessário escolher entre a qualidade visual dos games ou a taxa de atualização mais alta: o Book3 Ultra não consegue realizar ambos.

Para trabalho, a tela mostra a dualidade de uso do notebook. O Book3 Ultra é ótimo para quem produz conteúdo - fotógrafos, designers, ilustradores e videomakers -, com alta resolução, imagem vívida e excelente fidelidade de cores.

No dia a dia, Galaxy Book3 Ultra é ferramenta de trabalho e diversão

Se você pretende gastar R$ 15 mil em um notebook, imagino que a ideia seja usá-lo em todas as ocasiões possíveis. É preciso fazer valer o preço, não é mesmo?

A boa notícia é que o Book3 Ultra é bastante versátil. Ele é agradável de usar no trabalho, para navegar na internet, assistir a filmes e séries ou jogar.

O Galaxy Book3 Ultra não vai dar dores de cabeça por engasgos ou demorar a ligar. Contando com o tempo de ler a impressão digital, o Galaxy Book3 Ultra vai de desligado a pronto para uso em menos de 30 segundos.

Saiu da mesa de trabalho para uma sala de reuniões? Feche a tampa para levar o Galaxy Book3 Ultra ao estado de suspensão. Ao abri-lo e encostar novamente no leitor de digitais, ele retoma instantaneamente de onde estava - uma das exigências da certificação Intel Evo.

Por sinal, movê-lo é bastante fácil, graças ao peso baixo e tamanho compacto. Dá para carregar o Galaxy Book3 Ultra com uma mão, sem medo de derrubá-lo por ser muito pesado ou grande.

As bordas do Galaxy Book3 Ultra são bastante retas, portanto usá-lo diretamente na mesa pode acabar machucando os pulsos após algum tempo. Recomendo usar uma base e deixá-lo inclinado, mesmo ao usar o teclado do próprio notebook.

Falando nele, o teclado do Galaxy Book3 Ultra, embora não se compare a um mecânico, é agradável. A distância que as teclas percorrem quando pressionadas é pouca - sacrifícios necessários para garantir a finura do notebook, mas longe do pior que já vi.

A seleção de portas do Galaxy Book3 Ultra pode ser um ponto problemático. Há apenas uma USB-A, e o carregador ocupa uma das duas Thunderbolt 4 disponíveis. Recomendo comprar um dongle ou dock aumentar as conexões cabeadas.

O acabamento em alumínio adiciona peso comparado a notebooks de plástico. A sensação de robustez, porém, compensa este fator. Os problemas do material, na realidade, são a facilidade de riscos e as marcas de dedos.

Bateria: Galaxy Book3 Ultra apresentou resultados inconsistentes

Lendo outros reviews, a bateria do Galaxy Book3 Ultra foi listada de forma constante como um ponto positivo, durando de oito a dez horas com uso para trabalho, internet ou vídeos. Nos meus testes, porém, o resultado foi bem diferente.

Tratei de repetir os testes diversas vezes, e no melhor cenário possível. Mesmo usando uma base de resfriamento (com energia fornecida por outro computador), tela com brilho em 50% e bateria no modo econômico, não consegui passar de seis horas de uso.

Esse cenário foi rodando vídeos em 1080p. Com vídeos em 4K, ou atividades leves de trabalho e navegação na internet, o máximo que consegui foram quatro horas e meia.

O valor decepciona, mas considere que foi muito destoante do que vi em outras análises. Por isso, há chances de meus resultados serem diferentes do que você terá ao comprar o Galaxy Book3 Ultra.

Galaxy Book3 Ultra tem performance aceitável em jogos

Apesar das especificações, a Samsung não vende o Galaxy Book3 Ultra como um notebook para jogos. Isto não significa, porém, que ele não tenha especificações decentes para essa atividade.

Por "decente" não entenda "incrível". O Galaxy Book3 Ultra consegue dar conta de rodar games recentes em qualidade média ou alta, se você aceitar uma taxa de quadros entre 30 e 60 FPS. Qualidades menores e títulos mais antigos conseguem entregar framerates mais fluidas.

A versão do Galaxy Book3 Ultra que a fabricante nos enviou para testes é a mais "básica", com CPU Intel i7 13700H e GPU NVidia GeForce RTX 4050. Há outra, com um i9 13900H e uma RTX 4070. No exterior, o modelo i7 vem com 16 GB de RAM, mas a Samsung oferece 32 GB em todos os Galaxy Book3 Ultra no Brasil.

O i9 traz vantagens apenas nas frequências: são 5,4 contra 5 GHz nos núcleos maiores e 4,1 contra 3,7 GHz nos menores. Na GPU, a diferença é mais significativa, com a 4070 tendo 80% mais núcleos que a 4050, e a RAM de 8 GB a 128 bits contra 6 GB a 96 bits.

A questão é: não me parece que os R$ 6 mil de diferença entre os modelos valham a pena. É ótimo que a fabricante tenha colocado 32 GB na versão mais básica - seria difícil engolir 16 GB no valor cobrado pelo notebook -, mas, com o valor economizado, é possível comprar um notebook gamer de entrada ou um intermediário para trabalho.

Para uso cotidiano, a versão i7 que testei já supre as necessidades de absolutamente qualquer pessoa. É possível ter dezenas de abas no navegador, Spotify tocando música ao fundo, Photoshop em uma segunda tela e mais alguns aplicativos abertos, como notas, planilhas e editor de texto, sem sofrer nenhum engasgo.

O SSD (de 1 TB em ambas as versões) é PCIe Gen4, com excelentes taxas de leitura e escrita (na imagem acima). Em valores mais compreensíveis, transferi uma temporada de série em 4K e HDR, com 52 GB ao todo, em 48 segundos.

Nos jogos, testei quatro títulos. Foram analisados Forza Horizon 4 (2018, para comparação com o Nitro 5), Forza Horizon 5 (2021), Need for Speed: Unbound (2022) e Battlefield 2042 (2021).

No primeiro, as taxas de quadros na qualidade máxima ficaram entre 80 e 90 FPS o tempo todo. É mais que o dobro do que consigo no meu Nitro 5.

No Forza Horizon 5, as mesmas configurações deixaram o valor em cerca de 60 FPS - nada incrível, mas ainda perfeitamente jogável. Need For Speed: Unbound foi um tanto mais exigente, com os gráficos no Ultra derrubando a taxa para 20 FPS. Battlefield 2042 teve resultado similar. Nestes dois últimos, o máximo jogável foi com gráficos no médio, com ray tracing e HDR ativados.

Para quem gosta de benchmarks sintéticos, o Book3 Ultra conseguiu 7.161 pontos no 3DMark Time Spy (contra 3.265 do Nitro 5) e 7.474 pontos no PCMark (contra 3.265 do Nitro 5). No Cinebench, foram 12.911 pontos em multi-core e 1.727 em single-core. Todos os testes foram feitos com o Galaxy Book3 Ultra com bateria carregada, ligado à tomada, no modo de desempenho e usando uma base de resfriamento.

Ecossistema: Samsung levou a OneUI ao Windows no Galaxy Book3 Ultra

Usuários de Android já estão acostumados com as modificações que cada fabricante faz na interface do sistema. Compare um aparelho da Samsung, um da Motorola e um Xiaomi, e cada um terá menus, ícones e animações distintas.

No Windows, isso não acontece. A Microsoft impede alterações profundas e, portanto, não importa qual a marca do computador, a experiência será sempre a mesma. Algumas fabricantes incluem ferramentas adicionais para funcionalidades específicas de seus produtos, como controle de LEDs, ventoinhas ou câmera.

A Samsung foi mais a fundo. Uma vez que sua principal concorrente, em diversos segmentos, é a Apple, a fabricante sul-coreana investe pesado na tática de criar um "ecossistema" de produtos, de forma similar à integração entre iPhones, iPads, AirPods e computadores Mac.

Visualmente falando, o Windows continua igual. Mas a OneUI, usada pela Samsung nos aparelhos Android, é mais que o design da interface, e alcança seu potencial exatamente no uso combinado de vários produtos da empresa.

Com isso, as funcionalidades adicionais do Galaxy Book3 Ultra vão além do que é feito pela maioria das fabricantes. E, como a Samsung produz dispositivos em ainda mais segmentos, pode-se dizer que, finalmente, o ecossistema da empresa está ao mesmo nível que o da Apple.

Há o Smart Things para controlar equipamentos como lâmpadas inteligentes, televisores e robôs aspiradores de pó. Pelo Multi Control, o Book3 Ultra compartilha teclado e mouse com um tablet ou smartphone da marca. O Quick Share permite trocar arquivos entre esses aparelhos. No Easy Connection, televisores e monitores com o sistema Tizen podem ser ligados ao Book3 Ultra sem fios. Se houver um Galaxy Tab por perto, o Second Screen permite fazer o mesmo.

O Windows tem um aplicativo próprio de integração com smartphones, o Vincular ao Celular. A Samsung desenvolveu uma versão mais completa, o Flow, que permite começar uma tarefa, como editar um texto, em um smartphone Galaxy, e continuar o trabalho no Book3 Ultra - ou vice-versa. Na barra de tarefas, o Galaxy Book Experience reúne todos os programas, facilitando o acesso.

Muitas dessas funções existem em produtos da Apple. Em ambos os casos, só é possível aproveitar as funcionalidades possuindo diversos produtos de cada fabricante.

Mas há uma grande diferença entre os preços dos ecossistemas Apple e Samsung. Simulei uma compra equivalente nos sites de ambas as marcas: celular, tablet, notebook, fone e aparelho de TV (Apple TV 4K e projetor The Freestyle). Alguns itens, como caneta e teclado, precisam ser comprados separadamente na Apple, mas são incluídos nas ofertas da Samsung.

Na Samsung, o total da compra deu R$ 51 mil e houve R$ 17 mil de desconto, com preço final de R$ 33.700 à vista (ou R$ 37.300 a prazo). Na Apple, são nada menos que R$ 86 mil, a prazo, ou ainda assustadores R$ 77 mil à vista. Só o MacBook Pro, por R$ 41 mil, custa mais que todo o carrinho da Samsung.

Nenhuma das duas alternativas é o que pode ser chamado de barato. Para conseguir o menor valor na Samsung, é preciso trabalhar dois anos e dois meses sem gastar um centavo, recebendo um salário mínimo. Na Apple, são 59 meses - quase seis anos.

Galaxy Book3 Ultra é bom? Quais as alternativas?

Puxando pelo gancho da seção anterior, deixo as conclusões sobre o Galaxy Book3 Ultra. Em resumo, é um computador absolutamente lindo, com boa potência para a imensa maioria das pessoas. Ele cobra o preço por isso, no entanto: é doloroso gastar R$ 5 mil em um notebook, que dirá R$ 15 mil.

E, se desempenho é a maior prioridade, há opções bem mais adequadas que o Galaxy Book3 Ultra. Mas é necessário voltar os olhos ao segmento gamer.

A Dell pede R$ 14.400 no Alienware m16; por R$ 13.900 há o Predator Helios PH16-71-718H, da Acer; e o ROG Strix G16, da Asus, custa R$ 12.750.

Em comum, todos têm mais portas que o notebook da Samsung, processadores melhores e, à exceção do Asus, memória e armazenamento equivalentes. As vantagens do Book3 Ultra em relação aos três são tamanho, peso e discrição: os concorrentes são menos "carnavalescos" que modelos gamer de outrora, mas ainda chamativos.

Se a ideia for equilibrar potência, funcionalidade e design, são duas alternativas: Zenbook Pro 16X Oled, da Asus, e MacBook Pro. O primeiro traz especificações piores e custa R$ 22.500 na única versão disponível. A diferença de performance entre o MacBook e notebooks Windows é significativa, mas o modelo de 16" mais barato da Apple custa R$ 30 mil.

Analisando a concorrência, a conclusão é simples: rivais mais baratos e potentes que o Galaxy Book3 Ultra são grandes, pesados e com telas piores. Rivais igualmente leves e compactos são mais caros e não têm performance necessariamente tão boa quanto a do Samsung.

Lembro do review de periféricos da Logitech, que fiz em 2022. Na ocasião, pontuei que eram acessórios caros, mas que o preço seria diluído no valor cobrado pelo trabalho executado com esses produtos. O Galaxy Book3 Ultra segue lógica similar. Se você quer um notebook para trabalhos básicos, navegar na internet e assistir a filmes e séries, há ótimas opções por 20% do valor.

Mas, se você busca um produto fino, leve, potente, que permite realizar trabalho de qualquer lugar e ainda traz uma tela espetacular para jogos e vídeos, este é a melhor opção do mercado - mesmo custando tão caro. A um preço proibitivo, porém, se não for possível incluí-lo como um investimento profissional.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

review analise teste notebook computador samsung galaxy book book3 ultra

Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Política de privacidade

Aceitar