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Tecnologia
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Cabo submarino de fibra óptica que ligará Fortaleza a Portugal já está em Cabo Verde

Além de serem mais rápidos, os cabos submarinos também são mais baratos. Previsão de conclusão do projeto é para 2021.

Marília Freitas
11:59 | 18/02/2021
PROCESSO de instalação do cabo submarino da Angola Cables na Praia do Futuro (Foto: FABIO LIMA)
PROCESSO de instalação do cabo submarino da Angola Cables na Praia do Futuro (Foto: FABIO LIMA)

O cabo submarino de fibra óptica que ligará Fortaleza à cidade de Sines, em Portugal, já está em Cabo Verde, no continente africano. A amarração deve ser realizada nesta quinta-feira, 18, na praia do Portinho, em Achada Grande Tras. As informações são do portal Olhar Digital.

A tecnologia permitirá o tráfego de dados de 72 terabits por segundo e latência de 60 milissegundos, de acordo com comunicado emitido pela Cabo Verde Telecom (CVT). A empresa destaca que o projeto é de grande importância para o desenvolvimento das comunicações no País, visto que "representa um “leque muito valioso de oportunidades em matéria de conectividade, mobilidade e integração".

Orçado em R$ 1 bilhão, a ancoragem do cabo foi feita em dezembro do ano passado, na Praia do Futuro. A instalação é de responsabilidade de uma empresa privada, a Ellalink. O projeto tem 6 mil quilômetros de extensão, podendo chegar a 5 quilômetros de profundidade em alguns locais, e tem conclusão para este ano de 2021.

Segundo o Ministério de Comunicações, a expansão do cabo passará em pontos como Rio de Janeiro e São Paulo, além de outros países europeus, ilhas do Atlântico e Guiana Francesa.

Vantagens

 

Os cabos submarinos têm algumas vantagens em relação aos satélites. Além de serem mais rápidos, são mais baratos. A redução de custos é de cerca de 50%. Quando chove forte ou há furacões, por exemplo, o sinal não é afetado. A capacidade de enviar dados pelo cabo é até mil vezes maior do que pelo satélite. E há ainda um outro ponto positivo. O caminho que o sinal percorre pelo fundo do oceano até chegar ao destino é bem menor que a distância do sinal vindo dos satélites.