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Economia
NOTÍCIA

Cabo submarino de fibra óptica que liga Fortaleza à Europa chega na segunda-feira

Instalação deve começar na segunda, mas a conclusão do projeto ficará para 2021

12:13 | 11/12/2020
O cabo de fibra óptica submarino melhorará conectividade entre continentes (Foto: Ellalink/Divulgação)
O cabo de fibra óptica submarino melhorará conectividade entre continentes (Foto: Ellalink/Divulgação)

Orçado em R$ 1 bilhão, o cabo submarino que interliga Fortaleza à Sines, em Portugal, será instalado nesta segunda-feira, 14, de acordo com o Ministério das Comunicações. A instalação será feita por uma empresa privada, a Ellalink. O projeto tem 6 mil quilômetros de extensão, podendo chegar a 5 quilômetros de profundidade em alguns locais, e permitirá o tráfego de dados de 72 terabits por segundo.

A previsão de conclusão do projeto é para 2021. Segundo o Ministério, há planos de expansão para pontos no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de conexões na África e em outros países europeus, ilhas do Atlântico e Guiana Francesa. 

“Nós estimamos que, até o segundo trimestre do ano que vem, estará pronto. Nós temos hoje um cabo que já faz essa conexão, mas de voz, entre Brasil e Europa, que passa pelos Estados Unidos, mas que já tem mais de 20 anos", explicou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

“A vida útil de um cabo de fibra óptica que faz esse tipo de tráfego, ele tem uma durabilidade em torno de 25 anos. Então, ele já está praticamente no fim da sua vida útil. Agora, vamos levar um cabo novo que vai levar dados e que tem uma capacidade de armazenamento 7 mil vezes maior do que o atual”, complementou. 

Vantagens 

 

Os cabos submarinos têm algumas vantagens em relação aos satélites. Além de serem mais rápidos, são mais baratos. A redução de custos é de cerca de 50%. Quando chove forte ou há furacões, por exemplo, o sinal não é afetado. A capacidade de enviar dados pelo cabo é até mil vezes maior do que pelo satélite. E há ainda um outro ponto positivo. O caminho que o sinal percorre pelo fundo do oceano até chegar ao destino é bem menor que a distância do sinal vindo dos satélites.