A importância da vacinação na fase adulta

A importância da vacinação na fase adulta

Desde a tríplice viral até hepatite, confira quais são as principais vacinas para se manter mais protegido contra doenças

O começo de um novo ano é o momento ideal para cuidarmos da saúde, e nada melhor que colocar todas as vacinas em dia; aliás, elas ainda continuam sendo uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças, reduzir internações e evitar mortes.

No Brasil, a política de vacinação é coordenada pelo Programa Nacional de Imunizações, que disponibiliza gratuitamente dezenas de imunizantes por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Infelizmente, apesar dessa ampla oferta, a adesão não costuma ocorrer ao longo da vida, principalmente na fase adulta, que, para o Ministério da Saúde, abrange a faixa etária dos 25 anos 59 anos.

Segundo Socorro Simões, diretora do Hub de Saúde da Pague Menos, serviço de vacinação, esse cenário está relacionado à desinformação e à circulação de notícias falsas, que acabam gerando medo e insegurança. Ela explica que hoje ainda são comuns relatos equivocados que associam vacinas a doenças, alergias ou até a crenças sem base científica, muitas vezes reforçadas por fatores culturais e regionais.

“A falta de informação qualificada contribui para a baixa procura pela vacinação na fase adulta, mesmo em um contexto em que os benefícios são amplamente comprovados. Doenças como a varíola foram erradicadas mundialmente, e, mais recentemente, a pandemia de Covid-19 evidenciou a importância da imunização em larga escala”, explica. 

Vacinação: cenários e lacunas

Sarah Queiroz, responsável técnica da Unimed Vacinas, lembra que o calendário vacinal precisa ser atualizado ao longo da vida, já que algumas vacinas sazonais além de proteger o indivíduo, contribuem para a imunidade coletiva, especialmente em contextos como viagens, férias e períodos de maior incidência de doenças respiratórias e infecciosas

“Manter a imunização em dia reduz significativamente o risco de complicações e hospitalizações, além de contribuir para uma vida mais saudável e segura. A vacinação contínua, inclusive na fase adulta, é um cuidado essencial com a saúde e um investimento na prevenção de doenças ao longo de toda a vida”, enxerga a supervisora.

Já Socorro Simões, diretora do Hub de Saúde da Pague Menos, explica que no público adulto, a frequência da vacinação pode variar conforme o histórico vacinal de cada pessoa, sendo possível dividir esse atendimento em dois cenários principais.

O primeiro envolve adultos que não possuem registro vacinal completo ou apresentam pendências de doses e reforços. Nesses casos, o papel do profissional de saúde é revisar o histórico disponível, identificar lacunas e orientar a atualização do esquema vacinal, garantindo uma proteção mais ampla.

“Para esse grupo, estão indicadas vacinas como dTpa, VIP (poliomielite), Hepatite A e B, Pneumocócica, Meningocócica ACWY e B, HPV 9-valente, Influenza, Tríplice Viral, Varicela, além de Febre Amarela e Dengue. A vacina contra Herpes Zoster também pode ser recomendada, especialmente para pessoas com comorbidades ou a partir dos 50 anos”, afirma.

O segundo cenário contempla adultos que receberam corretamente todas as vacinas recomendadas na infância e adolescência, com registros atualizados. Para esse público, a vacinação ocorre principalmente por meio de doses de reforço, como a dTpa a cada dez anos e a vacina contra Influenza, que deve ser aplicada anualmente.

“Além disso, podem ser indicadas vacinas específicas em situações pontuais, como surtos ou riscos epidemiológicos, a exemplo da poliomielite e da febre amarela. Esse acompanhamento individualizado permite que a vacinação no adulto seja feita de forma contínua e preventiva, contribuindo para a proteção individual e coletiva ao longo da vida”, finaliza

Confira abaixo as vacinas indicadas para adultos

  • Hepatite A e B: A vacina contra Hepatite A previne a infecção hepática e, na rede privada, pode ser aplicada a partir dos 12 meses (custo médio de R$ 330); no SUS, faz parte do calendário infantil. Já a proteção contra Hepatite B está disponível gratuitamente no SUS para qualquer adulto não vacinado (esquema de três doses), ou na rede privada.

 

  • Tétano, Difteria e Coqueluche: O reforço contra tétano e difteria (vacina dT) é necessário a cada 10 anos, ou a cada 5 em caso de ferimentos graves, sendo que o risco aumenta com a idade. Existe a opção dTpa, que inclui proteção contra coqueluche, recomendada para quem convive com bebês e profissionais de saúde. Na rede privada, há combinações mais completas (como a hexavalente) com custos entre R$ 260 e R$ 344. No SUS, a dTpa é focada em gestantes e profissionais de maternidades.

 

  • Influenza (Gripe): Devido às mutações constantes do vírus, esta vacina exige dose anual. No SUS, é destinada a grupos prioritários como idosos, gestantes, professores e pessoas com comorbidades. Na rede privada, a vacinação é recomendada para todos a partir dos 6 meses, com custo médio de R$ 99.

 

  • Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola): Adultos devem manter essa vacina em dia devido ao risco de surtos de sarampo. O SUS recomenda duas doses para quem tem até 29 anos e uma dose para quem tem entre 30 e 59 anos; após os 60, não é rotina. Na rede privada, o custo pode chegar a R$ 139.

 

  • Dengue: O SUS oferece a vacina Qdenga apenas para crianças de 10 a 14 anos. Para adultos de 4 a 60 anos, a imunização está disponível na rede privada com custo médio de R$ 448 por dose. Uma vacina do Instituto Butantan está sendo introduzida gradualmente, começando por profissionais de saúde.

 

  • Herpes Zoster: Indicada para evitar a reativação dolorosa do vírus da catapora, esta vacina é recomendada para maiores de 50 anos ou imunossuprimidos acima de 18. Não está disponível no SUS. Na rede privada, o esquema de duas doses custa cerca de R$ 1.689 (ou R$ 889 por dose avulsa).

 

  • Meningite e Pneumonia: A vacina contra meningite não é rotina para adultos, sendo indicada apenas em surtos (no SUS) ou disponível na rede privada por cerca de R$ 434. Já a vacina contra pneumonia (pneumocócica) é indicada a partir dos 60 anos; no SUS, é restrita a grupos de risco, enquanto na rede privada (versões 13, 15 ou 20-valente) custa entre R$ 310 e R$ 499.

 

  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR): No SUS, esta vacina é aplicada em gestantes a partir da 28ª semana. Na rede privada, é indicada também para idosos acima de 60 anos e adultos com comorbidades, com custo elevado variando entre R$ 1.520 e R$ 1.690.

 

  • Febre Amarela: Essencial para quem vive no Brasil, é oferecida em dose única para adultos. Quem tomou a dose antes dos 5 anos precisa de um reforço; quem tomou depois, está imunizado para a vida toda. É gratuita no SUS e custa cerca de R$ 198 na rede privada.

 

  • Covid-19: A imunização segue disponível e indicada para grupos prioritários (idosos, gestantes, imunossuprimidos) e para qualquer pessoa que nunca tenha se vacinado, garantindo proteção contra casos graves.

 

  • HPV: Recomendada para prevenir cânceres (como de colo de útero e garganta) e verrugas genitais em pessoas até 45 anos. O SUS oferece a vacina quadrivalente para adolescentes de 9 a 14 anos. Na rede privada, a vacina nonavalente (mais abrangente) tem custo alto: cerca de R$ 940 a primeira dose, com pacotes de três doses chegando a R$ 2.679.

Serviços:

Postos de Saúde (SUS): O atendimento para vacinação em geral ocorre em dias úteis, das 7h30 às 18h30. Para encontrar o posto mais próximo, você pode consultar a lista de unidades no portal da Prefeitura de Fortaleza ou no site da Secretaria da Saúde do Ceará. Aos fins de semana e feriados, a Prefeitura divulga postos de plantão em suas redes oficiais.

Aquelas que não estão disponíveis gratuitamente para adultos na rede pública podem ser oferecidas sem custo em situações especiais por meio dos CRIEs (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais). Nesses centros, pessoas com maior risco para complicações, como pacientes que vivem com HIV, pessoas com câncer e transplantados, têm direito a vacinas que não fazem parte do calendário comum, como as vacinas meningocócicas e pneumocócicas.


Hub de Saúde da Pague Menos

O atendimento acontece nos consultórios farmacêuticos ClinicFarma, localizados nas farmácias da rede Pague Menos, durante todo o horário de funcionamento das lojas. Atualmente, o serviço está presente em 122 unidades ativas espalhadas por todo o território nacional, o que amplia o acesso da população à vacinação.

Os clientes podem comparecer tanto com prescrição médica quanto apenas com o cartão de vacinação. Neste último caso, o farmacêutico realiza a análise do histórico vacinal e orienta sobre as vacinas indicadas, oferecendo as opções mais adequadas para cada necessidade.

Unimed Vacinas

A Unimed Fortaleza dispõe de uma clínica particular de imunização: a Unimed Vacinas, inaugurada em 2020 é aberta ao público e funciona no Espaço Saúde Unimed, na Avenida Barão de Studart, 800, no bairro Meireles, a clínica atende crianças, adolescentes, adultos e idosos.

O atendimento é realizado presencialmente, sem necessidade de agendamento e também dispõe de atendimento domiciliar para Fortaleza e Eusébio. A Unimed Vacinas oferece todas as vacinas da rede particular, como influenza tetravalente, herpes zoster, pneumocócicas 13, 15 e 20, hepatites A e B, dengue, meningite B e ACWY e as demais vacinas que completam o calendário vacinal.

 

 

 

 

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