Estudo associa presença de microplásticos nas artérias a risco de morte
Estudo liga microplásticos em artérias humanas a maior risco de infarto, AVC e morte, levantando alertas sobre impactos do plástico na saúde
Pesquisas recentes revelam uma associação preocupante entre a presença de micro e nanoplásticos nas artérias humanas e um aumento significativo no risco de eventos cardiovasculares, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
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Um novo estudo, publicado no The New England Journal of Medicine na última terça-feira, dia 29, destaca a detecção dessas partículas em placas arteriais, associando-as a um risco expressivamente maior de complicações cardiovasculares.
As descobertas ressaltam a necessidade urgente de pesquisas adicionais para compreender plenamente os efeitos dos microplásticos na saúde humana.
Microplásticos nas artérias: revelação do estudo
Um estudo conduzido por pesquisadores italianos analisou 304 pacientes submetidos a procedimentos de desobstrução da artéria carótida, responsável por fornecer sangue ao cérebro.
Os resultados mostraram que 58% desses pacientes apresentavam micro e nanoplásticos, como polietileno e cloreto de polivinila, incorporados às placas arteriais.
A presença dessas partículas foi associada a um risco 4,5 vezes maior de infarto, AVC ou morte por qualquer causa nos três anos seguintes, mesmo após ajustes para fatores como idade, sexo e condições de saúde preexistentes.
Microplásticos nas artérias: mecanismos potenciais de dano
Os microplásticos podem desencadear inflamação crônica e estresse oxidativo, afetando negativamente o sistema cardiovascular.
Essas partículas têm potencial para danificar o revestimento dos vasos sanguíneos e as membranas celulares, predispondo os indivíduos ao desenvolvimento de doenças crônicas.
Além disso, os microplásticos podem absorver outros compostos tóxicos, como metais pesados, amplificando seus efeitos nocivos no organismo.
Microplásticos nas artérias: implicações e recomendações
Embora os estudos sejam observacionais e não estabeleçam uma relação de causa e efeito definitiva, os achados sugerem que a exposição contínua a microplásticos pode representar um risco significativo à saúde cardiovascular.
Entre as recomendações para reduzir essa exposição estão:
- Evitar o uso excessivo de plásticos descartáveis;
- Optar por produtos com menos embalagens plásticas;
- Apoiar políticas públicas voltadas à redução da poluição plástica.
Além disso, manter hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e controle de fatores de risco como pressão arterial e colesterol, continua sendo essencial para a prevenção de doenças cardiovasculares.