Participamos do

Diabetes matou uma pessoa a cada 5 segundos apenas neste ano

Diabéticos podem chegar a 784 milhões no mundo até 2045, conforme preveem especialistas. A doença pode causar comprometimento dos rins, da visão, causar problemas no coração e acidente vascular cerebral
18:21 | Nov. 09, 2021
Autor Isabela Queiroz
Foto do autor
Isabela Queiroz Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Um em cada dez adultos vive com diabetes. Nos últimos dois anos, houve um aumento de 16% do número casos de diabetes em todo o mundo. Conforme dados preliminares do Atlas do Diabetes, divulgados pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, sigla em inglês), 537 milhões de pessoas de 20 a 79 anos de idade têm diabetes no mundo. A doença atingiu a prevalência global de 10,5% e foi responsável por 6,7 milhões de mortes, uma a cada cinco segundos, apenas em 2021. Quase metade das pessoas (44,7%) convivem com a doença sem o diagnóstico.

Os especialistas da IDF afirmam que o diabetes está saindo do controle, eles preveem ainda que o número de diabéticos no mundo chegue a 643 milhões até 2030 e 784 milhões até 2045. No próximo domingo, 14, é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, instituído em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) junto à Organização Mundial de Saúde (OMS), a data pretende conscientizar o mundo sobre o reflexo da doença na saúde e mortalidade da população.

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

Para o médico nutrólogo Fernando Guanabara, o aumento de casos pode estar associado à diabetes tipo 2, versão ligada ao estilo de vida dos indivíduos. “Com a pandemia de Covid-19, a população ficou mais sedentária. As pessoas tiveram mais estresse, piora na qualidade do sono e alimentação, o que acarreta no ganho de peso e pode alterar os marcadores de açúcar no sangue”, explica em entrevista à jornalista Letícia Lopes, da rádio O POVO CBN.

O médico ressalta a importância da avaliação preventiva. “A doença não aparece de repente, é possível fazer o diagnóstico precoce e identificar quando o paciente está pré-diabético. Normalmente os pacientes que apresentam adversidades metabólicas estão com aumento de peso, de percentual de gordura ou com obesidade”, afirma.

Ele explica ainda que a diabetes tipo 1 é de origem hereditária e está associada à uma doença autoimune, isso representa 10% dos casos. Ela independe do estilo de vida da pessoa, crianças com apenas dez anos já podem começar a desenvolver a doença. Já o tipo 2 pode ser evitado, segundo o nutrólogo. Apesar de ser uma doença crônica e progressiva, cuidados com a alimentação, realizar atividades físicas e a manutenção do peso são alguns dos hábitos que podem fazer a diabetes tipo 2 regredir.

O mais preocupante, explica, é que a doença pode comprometer outros órgãos. Ele alerta ainda que, por se tratar de uma doença silenciosa, sem sintomas, o paciente pode apresentar, ao longo do tempo, microlesões vasculares que podem comprometer os rins, a visão e gerar processos inflamatórios que causam doenças no coração e acidente vascular cerebral (AVC). “O excesso de açúcar, quando o paciente se torna diabético, é um gatilho para várias outras doenças”, disse.

Tenha acesso a todos os colunistas. Assine O POVO+ clicando aqui

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags