Termo de Uso Política de Privacidade Política de Cookies Conheça O POVO Trabalhe Conosco Fale com a gente Assine Ombudsman
Participamos do

Mais 2,1 milhões de doses da vacina da Pfizer chegam ao Brasil

O contrato com o Ministério da Saúde prevê a entrega de 100 milhões de doses até setembro e outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro deste ano
13:58 | Ago. 01, 2021
Autor - Agência Brasil
Foto do autor
- Agência Brasil Autor
Tipo Notícia

Pousou na manhã de hoje, 1º, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), um dos aviões que trazem a carga de 2,1 milhões de doses da vacina da Pfizer de combate ao coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, foram desembarcadas, esta manhã, 1,053 milhão de doses. Ainda esta tarde, está prevista achegada de outra aeronave com o restante da carga de imunizantes.

De  acordo com o balanço divulgado nesse sábado, 31, pelo ministério, o Programa Nacional de Imunizações já distribuiu 23,6 milhões de doses do imunizante da Pfizer a todo o País. O contrato com o Ministério da Saúde prevê a entrega de 100 milhões de doses até setembro e outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro deste ano.

Ontem, o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de pessoas com ao menos a primeira dose da vacina contra o coronavírus, o que representa 62,5% do público-alvo, de pessoas com 18 anos ou mais. Já foram completamente imunizados, com as duas doses ou vacinas de dose única, 40 milhões de pessoas, 25% dos 160 milhões de brasileiros com idade a partir de 18 anos.

Além das doses da Pfizer, o PNI já distribuiu para todo o país 86,5 milhões de doses da vacina da AstraZEneca contra a convid-19; 69,5 milhões da Coronavac e 4,7 milhões da Janssen, totalizando 184 milhões de doses.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Do digital para a realidade da Saúde

ECONOMIA
2021-08-01 00:30:00
Autor Samuel Pimentel
Foto do autor
Samuel Pimentel Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Nos últimos anos, muitas soluções tecnológicas foram incrementadas no segmento hospitalar brasileiro. A digitalização dos processos, atendimentos, diagnósticos, tratamentos e gestão é latente. E esse é um caminho sem volta. Imagine como seria a vida das pessoas sem a telemedicina em tempos de pandemia na qual vivemos. Essa proposta é somente uma dentre as várias que foram desenvolvidas pelas healthtechs, empresas de tecnologia voltadas ao setor da saúde.

 

 

Esse processo de inovação no setor foi proporcionado pelo largo investimento em pesquisa e desenvolvimento, o que fez esse segmento dar um salto nos últimos dois anos. De acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o número de healthtechs vem crescendo. Em 2018 eram 357. Em 2021, até agora, já temos 515. Isso representa um crescimento de 44%.

Um levantamento da Distrito, plataforma de Inovação Aberta com foco em aceleração de startups, aponta que, somente no primeiro semestre de 2021, os investimentos dessas empresas escaláveis em saúde atingiram 183,9 bilhões de dólares, o que representa aporte de mais de meio bilhão de reais.

A pandemia representou um marco, pois, com os atendimentos presenciais despencando e o aumento da preocupação com saúde, as soluções das healthtechs proporcionaram um novo posicionamento para o setor de saúde como um todo. E como o Brasil é o maior mercado de saúde da América Latina e o sétimo maior do mundo, com mais de US$ 42 bilhões gastos anualmente em cuidados de saúde privado, tem-se aí uma mina de ouro a ser explorada

.+ O POVO Tecnologia aborda Inteligência de dados em saúde

A telemedicina é somente um dos exemplos de opções que estão chegando ao consumidor final. A visibilidade para o mercado da saúde, com a corrida pelo desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, desenvolvimento de soluções no que se refere aos equipamentos de proteção individual (EPIs) usando impressoras 3D, até a melhoria dos fluxos hospitalares, colocaram as healthtechs em evidência.

Seja nos planos de saúde ou - mais lentamente - no Sistema Único de Saúde (SUS) as novidades têm aparecido. E isso é somente o começo, pois as parcerias entre essas empresas de tecnologia e as grandes de atendimento médico devem ser ampliadas.

Desafios para seguir crescendo

Uma pesquisa feita pela KPMG com CEOs de hospitais revela que apesar de a maioria (62%) já estar realizando inovações antes da pandemia, 79% dos executivos acreditam que, nos próximos três anos, todos os aspectos dos modelos de prestação de cuidados vão passar por transformações, mas que o setor ainda enfrenta obstáculos e desafios significativos.

Na avaliação de Leonardo Giusti, sócio-líder de Governo, Infraestrutura e Saúde da KPMG, o fato de o Brasil ser um dos poucos países a garantir o direito universal ao acesso à saúde é uma grande responsabilidade.

"Temos 6 mil pontos de cuidado espalhados pelo Brasil, por aí vemos quão fragmentado é o sistema e também as oportunidades", comenta.

Leonardo avalia que, com o avanço tecnológico, observamos que o atendimento vai além do ponto físico, num modelo "hospitalcêntrico", em que "era preciso ir num ponto físico para ter acesso ao atendimento de saúde."

No entendimento do presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, o avanço das startups atinge uma brecha de mercado em que há muito espaço para crescimento, inclusive em parcerias com empresas já tradicionais do segmento de saúde que buscam inovar.

"Existe uma tendência de crescimento, pois os serviços de saúde no Brasil estão bem aquém da demanda dos consumidores brasileiros por qualidade dos serviços e preço. Deveremos ter investimentos mais pesados em tecnologia, em que o atendimento será inovador, desde o diagnóstico até o tratamento", analisa.

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

PARCERIA EMPRESA-STARTUP

2021-08-01 00:30:00
Autor
Tipo Notícia

Exemplo do potencial benéfico ao mercado das parcerias entre grandes empresas do setor de saúde e as healthtechs podemos enxergar nas iniciativas da Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil e líder em medicina diagnóstica na América Latina, que possui parceria com o CUBO, maior hub de inovação da América Latina na vertical de saúde.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

SOLUÇÕES INOVADORAS PARA OS PACIENTES

2021-08-01 00:30:00
Autor
Tipo Notícia

- Entre as iniciativas desenvolvidas pelas healthtechs brasileiras, destacam-se as relacionadas à telemedicina, importante para diagnóstico inicial rápido ou até mesmo o monitoramento de variáveis clínicas dos pacientes.
- O uso de wearables (objetos eletrônicos vestíveis) que vão desde pulseiras até smartphones e são capazes de coletas informações em tempo real sobre o estado de saúde de um paciente e até beneficiar o diagnóstico precoce, como de um infarto.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

PREFERÊNCIA

2021-08-01 00:30:00
Autor
Tipo Notícia

Segundo uma pesquisa realizada pela empresa Sinch, dentre os adeptos das consultas online, 71% das pessoas começaram a se cuidar com ferramentas digitais. Outra pesquisa, intitulada “Conectividade e Saúde Digital na vida do médico brasileiro”, produzida pela Associação Paulista de Medicina, mostra que 70% dos profissionais de saúde entrevistados consideram que a regulamentação da telemedicina deve ampliar o atendimento médico para além do consultório.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Pipo Saúde recebe R$ 100 milhões em aporte

2021-08-01 00:30:00
Autor Samuel Pimentel
Foto do autor
Samuel Pimentel Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O maior aporte em investimento em startups aconteceu em julho, com a healthtech Pipo Saúde recebendo R$ 100 milhões. A empresa de tecnologia em saúde que tem como foco os serviços para empresas que contratam e gerem planos de saúde, recebeu aporte liderado pela Thrive Capital, um dos maiores investidores em saúde dos Estados Unidos, que, pela primeira vez, lidera um investimento na América Latina.

Esse investimento significa a maior Serie A do mercado de saúde e o maior de uma startup comandada por uma mulher. Ao O POVO, a CEO e cofundadora da Pipo, Manoela Mitchell, a pandemia foi um divisor de águas que impulsionou as healthtechs, mesmo com o desafio de estarem num setor tradicional, como os mercados de saúde e seguros, que trabalharam por anos da mesma forma, engessados.

"Nossa ideia é justamente trazer inovação, tecnologia e uso de dados como facilitadores da cadeia. A saúde privada ainda é extremamente cara e a experiência geralmente não faz jus ao valor. Quando trazemos isso para o mercado corporativo torna-se ainda pior", destaca.

Apesar de a healthtech ter sido fundada há dois anos, a Pipo Saúde já conta com mais de 100 clientes empresariais. A ideia agora é aproveitar a captação para desenvolver os processos para transformar radicalmente a experiência de saúde dos funcionários, ajudando-os a tomarem as melhores decisões para uma vida mais saudável, diz a CEO.

O recurso será destinado a investimentos em tecnologia, contratação de talentos e melhoria do serviço.

Veja a entrevista com Manoela Mitchell, CEO e cofundadora da Pipo Saúde

O POVO - As startups de saúde formam um segmento relativamente novo, mas que vem ganhando muito espaço no mercado. A que se deve esse sucesso e o que podemos esperar para o futuro?

Manoela Mitchell - Acredito que a pandemia foi um divisor de águas para o mercado de saúde e um impulsionador para as healthtechs e empresas que usam a tecnologia nesse setor de modo geral. Durante esse tempo de incerteza, fomos forçados a aceitar melhor o uso da telemedicina, por exemplo. O mercado é um pouco tradicional e se falarmos do mercado de saúde e de seguros são setores que por muitos anos trabalharam da mesma forma engessada. Nossa ideia é justamente trazer inovação, tecnologia e uso de dados como facilitadores da cadeia.

A saúde privada ainda é extremamente cara e a experiência geralmente não faz jus ao valor. Quando trazemos isso para o mercado corporativo torna-se ainda pior, porque saúde é o segundo maior gasto das empresas, atrás apenas de folha de pagamento. Então, começamos a buscar formas de tentar melhorar a experiência ofertada e vimos que tecnologia era o melhor caminho para “disruptar” o mercado.

E acredito que essa é a tendência daqui pra frente. Dificilmente o mercado e a população vão dar um passo para trás no uso e investimento em tecnologia depois de perceber como ela pode deixar todo o processo mais assertivo, ágil e prático para todas as pontas.

OP - A Pipo Saúde está recebendo um grande aporte, o maior da história do mercado nacional? Quais os planos da empresa?

Manoela - Estamos recebendo a maior Series A do mercado de saúde e temos principalmente três pilares principais que pretendemos investir: Contratação de talentos - hoje, a empresa conta com 100 colaboradores e pretendemos dobrar o número de funcionários até o fim do ano, chegando a 200 pessoas; investimentos significativos em tecnologias e dados que permitirão melhorar ainda mais a experiência dos clientes em saúde, considerando que atualmente nosso índice de satisfação já é sete vezes maior que do mercado. Por fim, aceleração do crescimento. Nos últimos 12 meses a empresa cresceu cerca de oito vezes a base de clientes. Hoje temos 100 clientes empresariais, incluindo unicórnios como MadeiraMadeira e Buser, e mais de 15 mil vidas sob gestão.

OP - Essa parceria com a Thrive Capital é um marco para startups do setor de saúde na América Latina. O que isso significa para todo ecossistema?

Manoela - Com certeza esse é um dos pontos que me deixa mais orgulhosa em toda essa jornada empreendedora que começou lá em 2019, quando a Pipo foi fundada. A Thrive é uma grande referência no mercado de saúde digital nos Estados Unidos, sendo inclusive cofundadora da Oscar Health, uma das mais importantes companhias do segmento e tê-los conosco a partir de agora traz todo um know-how que vai nos ajudar bastante. Além disso, ter sido a primeira empresa a receber uma rodada liderada pela Thrive Capital vai nos ajudar a diferenciar ainda mais no mercado. É a confirmação de que estamos no caminho certo.


OP - Como tem sido o trabalho de atração de novos parceiros no setor empresarial e quais as expectativas para o futuro?

Manoela - Nosso time e nossa tecnologia são os maiores ativos que temos para conquistar novos clientes. Além disso, prezamos muito por oferecer a melhor experiência possível tanto para o RH das empresas quanto para todos os colaboradores dos nossos clientes, que aqui na Pipo chamamos de membros. Com isso, os próprios clientes também recomendam nossos serviços e vamos trazendo novas empresas para nossa base.

E nossa expectativa para o futuro é a melhor possível. Esperamos aumentar ainda mais a nossa base de clientes e também o número de vidas sob gestão, sempre visando oferecer a melhor experiência possível, digitalizando toda a jornada do cliente e diminuindo os gaps entre operadoras, RH e usuário final.

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags