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Por que países adotam intervalo menor em doses da AstraZeneca? Brasil não acompanha

Avanço da variante delta, inicialmente detectada na Índia e que é mais contagiosa, mudou várias estratégias nacionais de imunização. Vários países estão reduzindo o intervalo entre primeira e segunda doses
00:03 | Jul. 15, 2021
Autor DW
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A Fiocruz, que é responsável pela produção da vacina AstraZeneca no Brasil, manteve a recomendação de 12 semanas para o intervalo entre aplicação das duas doses do imunizante. A decisão foi divulgada na terça-feira (13/07), em meio a um movimento em pelo menos oito estados do país para antecipar a aplicação da segunda dose da vacina.

Durante os ensaios clínicos, no final do passado, o intervalo estudado foi de três semanas entre as doses. A recomendação inicial passada aos países foi de 28 dias. Mas, com o início das campanhas nacionais de imunização, a estratégia logo mudou. Países começaram a prorrogar o intervalo, para até 12 semanas, com o objetivo de proteger o maior número de pessoas possível, até que os estoques de doses pudessem ser reforçados. A estratégia teve o aval da fabricante.

Neste intervalo, a vacina mostrou eficácia superior a 80% em evitar infecções sintomáticas de covid-19. Contra as variantes alfa e delta, a proteção é de 66% e 60%, respectivamente. Nos primeiros testes, a vacina mostrou 100% de eficácia em evitar hospitalizações pela doença.

Diante da variante delta do coronavírus, inicialmente detectada na Índia e atualmente predominante na Europa, a eficácia contra casos severos de covid-19 é estimada em 92%.

Mudança no intervalo entre as doses

É justamente a variante delta que está levando muitos países a mudarem sua estratégia para a vacina da AstraZeneca. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) sugeriu em junho que o intervalo entre as doses deveria ser encurtado por conta da predominância das novas variantes no continente, como a delta.

"Nós vimos, com base nos dados do Reino Unido, que a primeira dose da vacina da AstraZeneca é eficaz contra a variante delta, mas uma segunda dose aumentou a proteção de maneira significativa. Visto que a proteção com a primeira dose é baixa no confronto com a variante alfa, que estamos vendo circular muito na Europa, seria importante que o intervalo entre as duas doses fosse encurtado", disse o chefe da Estratégia de Vacinas e de Ameaças Biológicas à Saúde da EMA, Marco Cavaleri.

No Reino Unido, primeiro país a começar a aplicar a vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, a estratégia está em vigor: o intervalo entre as doses foi reduzido de 12 para oito semanas. O movimento foi acompanhado por vários países europeus, como Portugal e Espanha.

Na França, é possível atualmente receber a segunda dose entre três e sete semanas após a primeira. Na Alemanha, a atual recomendação é diferente: também devido ao avanço da variante delta, quem tomou uma primeira dose da AstraZeneca deve buscar o mais rapidamente possível (intervalo mínimo de quatro semanas) receber uma segunda dose dos imunizantes da Moderna ou da Pfizer/Biontech. Fora da Europa, países também estão reduzindo o intervalo, para pelo menos oito semanas, como é o caso da Austrália. A medida é válida para regiões como Sydney, onde há um surto da variante delta.

Na Índia, onde a vacina da AstraZeneca é produzida sob o nome de Covishield pelo Instituto Serum, a recomendação foi no sentido contrário: o intervalo foi ampliado de entre oito e 12 semanas para entre 12 e 16 semanas. O objetivo da política de imunização na Índia, país de 1,3 bilhão de habitantes, é garantir pelo menos uma dose para o maior número de pessoas possível, já que ainda não há vacina suficiente para todos.

Na África, onde a maioria dos países recebeu doses da AstraZeneca da iniciativa solidária internacional Covax, John Nkengasong, diretor dos Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças, disse que aqueles que receberam AstraZeneca como primeira dose poderiam receber a vacina da Johnson & Johnson como segunda. O motivo é a falta de doses da AstraZeneca.

Como o intervalo afeta a eficácia

O intervalo de 12 semanas foi estabelecido porque a vacina da AstraZeneca parece oferecer melhor proteção quanto maior for o intervalo entre as doses - pelo menos contra o vírus original que emergiu de Wuhan, na China. Contra essa variante do vírus, duas doses de AstraZeneca com menos de seis semanas de intervalo conferiram 55,1% de eficácia contra casos sintomáticos de covid-19, mas alongando esse intervalo para 12 semanas ou mais, a proteção subiu para 81,3%.

Com a segunda dose aplicada de seis a oito semanas após a primeira, a eficácia da vacina contra doenças sintomáticas subiu para 60%; entre nove e 11 semanas, foi para 63,7%. Todos estes dados foram coletados antes do surgimento da variante delta.

A eficácia da vacina é uma medida muitas vezes entendida de forma errada: se uma vacina é 95% eficaz, não significa que 95% das pessoas estão protegidas contra doenças. E sim que um grupo de pessoas que receberam a vacina pode esperar uma redução de 95% no número de casos sintomáticos em relação a um grupo que não recebeu.

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País atinge 50 milhões de pessoas com vacinação completa contra covid

Saúde
13:04 | Ago. 17, 2021
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O Ministério da Saúde informou, hoje (17), que mais de 50 milhões de pessoas já tomaram as duas doses ou a vacina de dose única contra a covid-19, o que representa 31,9% da população acima de 18 anos de idade com a imunização completa contra a doença.

O andamento da vacinação pode ser conferido na plataforma LocalizaSUS, atualizada diariamente.

De acordo com os dados da base nacional do Programa Nacional de Imunizações (PNI), 49.062.641 pessoas completaram o ciclo vacinal. Além delas, 2.089.449 também já tomaram as duas doses ou dose única, conforme informado pelas secretarias estaduais de Saúde, mas que ainda aguardam registro na base do PNI. O total, então, chega a 51.152.090 pessoas imunizadas.

O Ministério da Saúde reforça aos brasileiros que ainda não completaram o ciclo vacinal que procurem uma unidade de saúde para a segunda dose. Para que as vacinas atinjam a efetividade esperada, é necessário tomar as duas doses - ou a dose única, no caso da vacina da Janssen.

A orientação é que a segunda dose seja aplicada no período recomendado, de 12 semanas para as vacinas da Pfizer/BioNTech e da Astrazeneca/Fiocruz e de quatro semanas para a CoronaVac/Butantan. No entanto, mesmo para quem perdeu o prazo, a orientação é procurar um posto de vacinação para completar o ciclo vacinal.

A meta do governo é imunizar toda a população adulta com duas doses até o fim do ano. De acordo com os registro no PNI e nos painéis das secretarias estaduais, o Brasil já aplicou mais de 168 milhões de doses, no total, sendo que mais de 70% da população (117 milhões de pessoas) acima de 18 anos de idade já está com a primeira dose no braço.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o andamento da vacinação vem refletindo na redução no número de casos, óbitos e internações pela doença. Na última semana, todos os estados e o Distrito Federal registraram taxa de ocupação de leitos covid-19 abaixo de 80%. “É a primeira vez no ano que o Brasil atinge esse índice, reforçando a importância da imunização para acabar com o caráter pandêmico no país”, disse a pasta.

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Reino Unido autoriza aplicação de vacina da Moderna em jovens de 12 a 17 anos

INTERNACIONAL
12:51 | Ago. 17, 2021
Autor Agência Estado
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A Agência Regulatória de Produtos de Saúde e Medicamentos (MHRA, na sigla em inglês) do Reino Unido aprovou, nesta terça-feira, dia 17, o uso da vacina da Moderna contra o coronavírus em adolescentes entre 12 e 17 anos. O aval segue decisão semelhante da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês). "Implementamos uma estratégia de vigilância de segurança abrangente para monitorar a segurança de todas as vacinas para covid-19 aprovadas no Reino Unido e essa vigilância incluirá a faixa etária de 12 a 17 anos", explicou o líder da agência, June Raine.

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Líder do governo sobre saída de Cabeto: "Se houve alguma insatisfação, foi pontual"

PANDEMIA
12:25 | Ago. 17, 2021
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O deputado estadual Júlio César Filho (Cidadania), líder do governo Camilo Santana (PT) na Assembleia Legislativa, agradeceu a Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Cabeto, cuja saída da Secretaria da Saúde foi anunciada na manhã desta terça-feira, 17. "O secretário Dr. Cabeto prestou um grande serviço enquanto esteve à frente da pasta, tanto pela sua respeitabilidade quanto pela sua competência", afirmou.

O líder governista defendeu o legado que Cabeto deixa, embora reconheça que houve decisões que desagradaram. "A gente agradece imensamente, mas qualquer pasta, seja ela da Segurança, seja ela da Saúde, principalmente no momento de pandemia, há alguma insatisfação com alguma posição tomada. Mas, o que nos trás conforto e segurança é o grande trabalho que o Dr. Cabeto teve, principalmente na reestruturação e modernização do sistema de saúde pública do Estado do Ceará e, principalmente, no combate à pandemia. Deixou um grande legado e contribuiu e muito com o governo Camilo Santana."

Julinho disse não ter informação sobre alguma insatisfação específica que tenha havido. "Não teve nenhuma insatisfação específica. Conforme qualquer outra pasta, algumas ações agradam a uns e desagradam a outros." Ele também diz não ter informação sobre algum motivo que tenha levado à decisão de sair. "Não houve nenhum fato específico, pelo menos do nosso conhecimento."

O líder não acredita que tenha sido alguma insatisfação pessoal do secretário que tenha levado à saída. "Se houve alguma insatisfação, foi uma insatisfação pontual, que eu tenho certeza que não se refletiu na saída do Dr. Cabeto."

Sobre a decisão, ele conjectura. "Talvez um fim do ciclo, que ele entendeu juntamente com o governador. Acredito que foi um entendimento do próprio secretário com o nosso governador."

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Covid-19: São Paulo vacina amanhã adolescentes com comorbidades

Saúde
10:44 | Ago. 17, 2021
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Começa amanhã (17) a vacinação contra covid-19 para os moradores de 16 e 17 anos da capital paulista com deficiência permanente (física, sensorial ou intelectual) ou comorbidades, além de gestantes e puérperas. São esperados cerca de 48 mil munícipes no grupo.

Os adolescentes devem estar acompanhados pelo responsável e no caso de impossibilidade do acompanhamento, esse responsável deve encaminhar uma autorização assinada para um adulto que deve estar junto do adolescente.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os adolescentes com deficiência permanente incluem limitação motora que causa de grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas; grande dificuldade ou incapacidade de ouvir mesmo com uso de aparelho auditivo; baixa visão ou cegueira; alguma deficiência intelectual permanente que limite atividades habituais.

Para receber o imunizante é necessário o comprovante da deficiência, que pode ser um laudo médico indicando a deficiência, cartão de gratuidade no transporte público indicando deficiência, ou documentos comprobatórios de atendimento em centros de reabilitação ou unidades especializadas no atendimento de pessoas com deficiência, ou documento oficial de identidade com a indicação da deficiência. Caso não haja um documento comprobatório será possível a vacinação a partir da autodeclaração.

Para esses jovens será aplicado, exclusivamente, o imunizante da Pfizer, que até o momento é a única vacina autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa faixa etária.

Para tomar a vacina é obrigatório apresentar um comprovante de residência na capital, documentos pessoais, preferencialmente o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). O comprovante de endereço no município de São Paulo pode ser apresentado de forma física ou digital. Se não houver no próprio nome do munícipe, serão aceitos comprovantes em nome do pais, desde que apresentado também um documento que comprove o parentesco ou estado civil, como Registro Geral (RG) e certidão de nascimento.

A secretaria recomenda que seja feito o preenchimento do pré-cadastro no site Vacina Já para agilizar o tempo de atendimento nos postos de vacinação. Basta inserir dados como nome completo, CPF, endereço, telefone e data de nascimento. Também é indicado que, antes de se deslocar a um posto, o munícipe consulte a movimentação de cada local na página De Olho na Fila para escolher o melhor momento para se vacinar.

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Estado de São Paulo libera eventos, museus e feiras a partir de hoje

Saúde
09:44 | Ago. 17, 2021
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A partir de hoje (17) o governo de São Paulo permitirá a retomada de eventos sociais, feiras corporativas e reabertura de museus, que estavam proibidos desde o início da pandemia de covid-19. No entanto, a liberação segue condicionada ao controle de público e ao uso obrigatório de máscara.

Esses eventos também não podem gerar aglomeração. Para o comércio e os serviços não haverá mais limitação de público ou de horário de funcionamento.

Eventos que provoquem aglomeração, como shows, casas noturnas e competições esportivas com público, por exemplo, continuam proibidos no estado.

“A partir de 17 agosto teremos toda a população [adulta do estado de São Paulo] com acesso à primeira dose [de vacina contra a covid-19]. Com isso, eventos sociais, corporativos, culturais e esportivos passam a ser permitidos em um modelo onde não há restrição de ocupação, mas permanece a restrição de distanciamento. Então, o cálculo de ocupação precisa ser realizado, porque não pode haver aglomeração, e as pessoas precisam estar distanciadas. O uso de máscaras permanece”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.

A liberação de atividades começa em um momento em que o estado vem apresentando queda no número de óbitos e de internações por covid-19, graças ao avanço da vacinação. No entanto, isso não significa que a pandemia esteja controlada.

Na semana passada, o estado voltou a apresentar um crescimento no número de casos. Além disso, o número de casos pela variante Delta (inicialmente identificada na Índia) já vem crescendo no estado e pode se tornar prevalente. A variante Delta foi responsável pelo aumento do número de casos em diversos países do mundo, inclusive na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo a secretária, os shows com público em pé, torcidas e pistas de dança vão continuar proibidos no estado até o dia 1º de novembro, quando o governo espera que pelo menos 90% dos adultos de São Paulo tenham concluído o seu esquema vacinal contra a covid-19.

A partir daí, o governo espera liberar todos esses eventos, desde que continue havendo controle de público. “A partir de 1º de novembro será permitido eventos com controle de público, mas que possam ter pessoas em pé e pistas de dança. Lembrando que o distanciamento e o uso de máscara continuam obrigatórios”, afirmou.

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