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Saúde
NOTÍCIA

IBGE: pelo menos uma doença crônica afetou 52% dos adultos em 2019

10:17 | 18/11/2020
Brasília - Cidadãos fazem exames de pressão e glicemia durante mutirão de atendimento e de orientação jurídica para esclarecer dúvidas dos cidadãos que sofrem com a saúde pública ou com problemas nos planos de saúde (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - Cidadãos fazem exames de pressão e glicemia durante mutirão de atendimento e de orientação jurídica para esclarecer dúvidas dos cidadãos que sofrem com a saúde pública ou com problemas nos planos de saúde (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No Brasil, 52% das pessoas de 18 anos ou mais informaram que receberam diagnóstico de pelo menos uma doença crônica em 2019. É o que mostra a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, feito em 108 mil domicílios, tem parceria com o Ministério da Saúde.

Segundo o IBGE, as doenças crônicas são um dos maiores problemas de saúde pública do Brasil e do mundo, com impactos que permeiam a ocorrência de mortes prematuras, a perda de qualidade de vida, o aparecimento de incapacidades e elevados custos econômicos para a sociedade e para os sistemas de saúde.

A hipertensão arterial atinge 23,9% dos indivíduos, o que representa 38,1 milhões de pessoas (26,4% mulheres e 21,1% homens). Em 2013, eram 21,4%. A pressão alta é mais comum à medida que a população envelhece: 56,6% das pessoas de 65 a 74 anos tiveram esse diagnóstico e 62,1% entre a população de 75 anos ou mais de idade.

O Brasil tem 16,3 milhões de pessoas diagnosticadas com depressão. Foi estimado que 10,2% das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental contra 7,6% em 2013. Em mulheres, a prevalência da doença é de 14,7%, frente a 5,1% entre os homens. Entre as pessoas que informaram diagnóstico de depressão,18,9% faziam psicoterapia e 48% usaram medicamentos para a doença nas duas últimas semanas anteriores à pesquisa.

No ano passado, 14,6% das pessoas de 18 anos ou mais de idade (23,2 milhões) tiveram diagnóstico médico de colesterol alto. Em 2013, foram 12,5%. As mulheres apresentaram proporção maior de diagnóstico médico de colesterol alto (17,6%) do que os homens (11,1%).

A PNS estimou que 7,7% da população de 18 anos ou mais de idade informaram ter recebido diagnóstico médico de diabetes, o equivalente a 12,3 milhões de pessoas, sendo 8,4% das mulheres e entre homens, 6,9%. Em 2013, foram 6,2%.

Em 2019, 5,3% (8,4 milhões) de pessoas de 18 anos ou mais de idade tiveram diagnóstico médico de alguma doença do coração. Em 2013, foram 4,1%. No grupo dos mais idosos, com 75 anos ou mais de idade, 17,4% relataram diagnóstico médico de alguma doença do coração.

Entre a população adulta, 2% informaram diagnóstico de acidente vascular cerebral, representando aproximadamente 3,1 milhões de pessoas de 18 anos ou mais.

Em 2019, a Pesquisa Nacional de Saúde estimou que 2,6% das pessoas de 18 anos ou mais de idade (4,1 milhões de adultos) receberam diagnóstico médico de câncer no Brasil. Em 2013, foi 1,8%.

No ano passado, foram estimadas aproximadamente 21,6% de pessoas de 18 anos ou mais de idade (34,3 milhões) que relataram problema crônico de coluna no Brasil. Em 2013, eram 18,5%.

Segundo a PNS, em 2019, haviam no Brasil 159,1 milhões de pessoas com 18 anos ou mais de idade. Dessas, 66,1% autoavaliaram sua saúde como boa ou muito boa – percentual similar ao referido em 2013 (66,2%). Já 28,1% avaliaram seu estado de saúde como regular, e 5,8%, como ruim ou muito ruim.

Saúde bucal

Em 2019, a proporção de pessoas de 18 anos ou mais de idade que escovava os dentes pelo menos duas vezes por dia (93,6%) cresceu em relação a 2013 (89,1%), e 69,7% avaliaram a sua saúde bucal como boa ou muito boa.

A PNS 2019 estimou que 49,1% (ou 78,2 milhões de pessoas) dos adultos haviam consultado um dentista nos últimos 12 meses anteriores à data da entrevista. Praticamente um em cada três adultos (33%) usava algum tipo de prótese dentária (33,4% em 2013).