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Sociedade Brasileira de Diabetes dá dicas para alimentação das crianças durante a quarentena

A entidade aponta que esse período de reclusão impacta na quantidade de atividades físicas realizadas e apresenta orientações práticas e saudáveis para auxiliar pais e cuidadores durante a quarentena

00:00 | 21/03/2020
Em virtude das políticas de quarentena, a Sociedade Brasileira de Diabetes orienta sobre alimentação saudável de crianças e jovens.
Em virtude das políticas de quarentena, a Sociedade Brasileira de Diabetes orienta sobre alimentação saudável de crianças e jovens. (Foto: TATIANA FORTES)

A suspensão das aulas em grande parte das escolas privadas e públicas e o aumento de casos de coronavírus confirmados no Brasil alterou a rotina de pais e cuidadores. Considerando o possível cenário de restrições à prática de atividades físicas associado ao isolamento social, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) organizou uma série de dicas para facilitar a nutrição saudável de crianças com e sem diabetes nesse período. As recomendações também podem se estender aos adultos.

De acordo com a nutricionista Dra. Silvia Ramos, coordenadora do Departamento de Nutrição, Exercício e Esportes em Diabetes da SBD, é importante planejar os itens a serem ofertados. A atitude evita que sejam feitas refeições e lanches pobres em nutrientes importantes para o desenvolvimento das crianças. “É fundamental lembrar que as crianças e jovens, independente de terem ou não diabetes, necessitam de uma boa alimentação", explica.

Sílvia reforça, ainda, que uma boa alimentação melhora a imunidade. "Ao considerar este cenário de pandemia, esse cuidado torna-se ainda mais importante, visto que ajuda a manter a imunidade elevada e, nos casos de crianças e jovens com diabetes, evita-se maior vulnerabilidade ao Covid-19”, afirma a nutricionista.

A quantidade de alimentos ofertados deve variar conforme a faixa etária e os níveis de atividade física, como recomendam os guias orientativos do Ministério da Saúde. Nos casos específicos em que a criança necessite de contagem de carboidratos, a orientação nutricional passa a ser baseada na recomendação diária para aquela refeição.

“Com a redução da atividade diária – mesmo que seja a atividade escolar, educação física, aulas extras e brincadeiras fora de casa – as crianças e jovens passam ter uma necessidade menor de alimentos. Por outro lado, a ansiedade com a situação pode gerar vontade de comer e, por este motivo, mesmo sem aulas a rotina em casa deve ser planejada e se possível com a supervisão de um adulto”, complementa a nutricionista.

Recomenda-se ainda evitar alimentos industrializados e ultraprocessados - como bolinhos prontos, biscoitos com ou sem recheio, achocolatados prontos, refrigerantes, sucos de caixinha e salgadinhos. Suas formulações, na maior parte das vezes, são ricas em açúcares, gorduras saturadas e aditivos químicos. O ideal é buscar alimentos naturais.

Para facilitar no dia-a-dia, é possível dividir os alimentos em três grupos:

Carboidratos: fornecem energia e disposição para as atividades rotineiras. Exemplos: pães, torradas, bolos simples, cereais integrais, tapioca, panqueca, biscoitos integrais, tortas, pipoca, dentre outros;

Proteínas: responsáveis pela formação de tecido e músculos fundamentais para o crescimento. E o caso do leite, iogurte, coalhada, queijos e ovos.

Frutas e hortaliças: possuem alto teor nutricional e ajudam na de saciedade. Além disso, são práticos para transportar e consumir. Ex.: Frutas frescas ou secas, tomate, cenoura e pepino.