Eleições 2026: TSE será comandado por ministros indicados por Bolsonaro
O ministro Nunes Marques, do STF, assumirá a presidência do TSE em junho e a vice-presidência será ocupada por André Mendonça. Ambos foram indicados por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal
Nas eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro é o atual vice-presidente do TSE e está no órgão desde maio de 2023. Ele sucederá a ministra Cármen Lúcia, atual presidente do TSE, que finalizará o mandato em junho.
Marques foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2020, no segundo ano do governo Bolsonaro.
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Nunes Marques contará com o ministro André Mendonça, outro indicado por Bolsonaro, na vice-presidência da Corte Eleitoral. Nunes Marques assumirá o posto meses antes das eleições gerais. No último pleito geral a presidência estava a cargo do ministro Alexandre de Moraes, que focou em preparar o tribunal de forma mais robusta contra as práticas de fake news na eleição anterior.
Agora, com o avanço da tecnologia, principalmente da Inteligência Artificial, o TSE poderá lidar com desafios maiores do quem em 2022. O ministro André Mendonça já declarou que a dupla irá conduzir o Tribunal com “descrição” e “imparcialidade”, em fala durante o evento Arko Talks, em dezembro de 2025.
O órgão máximo da Justiça Eleitoral é composto por, no mínimo, sete ministros. Três são do STF, com a presidência sendo ocupada sempre por um ministro da Suprema Corte. Dois ministros são originários do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois são representantes da classe dos advogados.
Os ministros são eleitos para um biênio e têm apenas uma recondução possível, com exceção para os ministros do STJ que só podem atuar no TSE por um biênio.