Após Prefeitura propor 4,26% de reajuste salarial, servidores apresentam contraproposta
Além do aumento de salário, também são reivindicados benefícios trabalhistas pelos servidores municipais de Fortaleza
A negociação entre a Prefeitura de Fortaleza e os servidores municipais permanece sem acordo sobre reajuste salarial. Os trabalhadores aprovaram, em assembleia realizada nesta quarta-feira, 10, contraproposta de 5,26%. O índice representa redução em relação à reivindicação inicial, de 12,24%. Na véspera, em reunião, a gestão municipal manteve a proposta de aumento de 4,26%. A assembleia ocorreu na sede do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindfort), no Centro.
Segundo o secretário-geral do sindicato, Augusto Monteiro, a posição dos servidores demonstra a boa vontade em chegar a um acordo. "Estamos abrindo mão de pontos importantes. Esperamos que o prefeito Evandro Leitão tenha sensibilidade e que possamos fechar essa negociação ainda no mês de fevereiro".
A categoria argumenta que o índice inicial repõe as perdas salariais dos últimos anos. A Prefeitura aponta que os 4,26% repõem a inflação de 2025 no vencimento-base dos empregados.
Vale-alimentação
A contraproposta pede ainda aumento de R$ 3 reais no limite do vale-alimentação corporativo, passando de R$ 17 para R$ 20. É solicitada também a ampliação do limite salarial até o qual o servidor tem direito ao benefício. O pedido é que passe para R$ 10 mil.
Anuênios
Um dos principais impasses envolve o pagamento dos anuênios atrasados. O direito garante adicional de 1% no salário para cada ano de serviço prestado, conforme previsto no Estatuto do Servidor. De acordo com o sindicato, mais de 7,5 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas aguardam há cerca de 20 anos um ajuste da remuneração.
A entidade afirma que o acordo judicial já tem aval dos órgãos jurídicos do Município e que falta apenas a assinatura do prefeito Evandro Leitão para que os valores comecem a ser pagos.
Plano de saúde
Na negociação, é pedido ainda o fim do limite de duas consultas mensais no IPM Saúde, plano que atende a categoria. Atualmente, cada servidor só pode utilizar até duas consultas a cada 30 dias.
Conforme o sindicato, o limite força alguns clientes a remarcarem sessões médicas ou a recorrerem a de forma particular, o que ocaisona em gastos extras e dificuldade ao acesso adequado à saúde.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)
Outro ponto defendido pelos trabalhadores é a definição de um calendário para a reestruturação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCSs). Esses planos são responsáveis por organizar promoções e reajustes dentro de cada categoria, estabelecendo a evolução dentro da carreira de forma previsível.
A expectativa dos servidores é que o calendário definido permita planejamento, estabilidade e mais clareza sobre os avanços profissionais ao longo do tempo.
Em relação aos demais benefícios incluídos na pauta além do reajuste salarial, a Prefeitura não apresentou proposta ou posicionamento.