Grupo de Ciro Gomes tenta diálogo com Girão por candidatura única da oposição no Ceará
Ex-ministro é apontado como nome mais competitivo para liderar chapa da oposição ao governo. Aliados querem evitar divisão e tentam convencer o senador a aderir
Paralelamente às articulações para o lançamento de uma candidatura de oposição ao governo do Ceará, o bloco oposicionista formado pelo ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), por uma ala do União Brasil e por deputados estaduais ainda filiados ao PDT, não descarta uma aproximação com o senador Eduardo Girão (Novo). A ideia é tentar unificar a oposição em torno de um único nome para a disputa pelo Palácio da Abolição.
Apontado como o nome mais provável para encabeçar a chapa, Ciro afirma respeitar Girão e reconhece a legitimidade de sua pré-candidatura, dizendo não haver razão para evitar um diálogo com o senador.
“Acho só que ele precisa ponderar se não é oportuno, e ele é que vai saber, não sou eu, que nós nos unifiquemos todos para combater essa prepotência, essa ditadura corrupta que está dominando o Ceará”, disse durante encontro na Assembleia Legislativa, na última sexta-feira, 16.
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Wagner tenta convencer senador
Presidente estadual do União Brasil, o ex-deputado federal Capitão Wagner afirmou manter uma relação próxima com Girão. "Não considero o Girão um adversário. É um amigo que está com essa posição, mas quem sabe até o período das convenções, até pela definição do calendário nacional, porque a gente não sabe se o Zema é candidato a presidente, não é? Não sabe se o Novo vai estar na chapa que a gente vai estar defendendo ou não vai estar. Até lá, muita água vai passar debaixo da ponte”, afirmou.
Wagner admitiu ainda que tem tentado demover o senador da ideia de disputar o governo. "Eu tenho tentado convencer de que o caminho pra gente não cometer o mesmo erro da eleição de prefeito é estarmos todos unidos”, disse.
Na avaliação do dirigente, a oposição errou em 2024 ao se dividir em três candidaturas, o que acabou facilitando a vitória de Evandro Leitão (PT) na eleição para a Prefeitura de Fortaleza. "Cometemos um erro e é público, eu já falei isso, de lançar a minha candidatura, do André (Fernandes) e do Eduardo Girão para prefeitura de Fortaleza. A gente viu o que aconteceu", afirmou.
Para Wagner, com mais de um candidato de oposição, a tendência é que apenas uma das candidaturas acabe concentrando os votos, por meio do chamado “voto útil”. "Acredito que isso vai acontecer também. Uma das candidaturas de oposição vai se solidificar e o voto vai migrar para essa candidatura. E a gente torce para que seja aqui a candidatura que a gente tá defendendo”.
Sem negar o desejo de disputar o Governo do Estado no futuro, Wagner avalia que Ciro Gomes deve liderar o campo oposicionista na tentativa de tirar o PT do poder no Ceará.
“Hoje a gente não tem nome batido, mas o Ciro é o nome que aparece melhor nas pesquisas, é o que gera movimento em rede social, é o que gera militância. Então, provavelmente a gente vai ter o Ciro como nosso candidato a governador. Lógico que depende da decisão dele, mas ele está muito aberto para que isso aconteça”, admitiu.
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