Maracanaú: PF indicia 2 diretores do Instituto de Previdência por crimes financeiros
A investigação da Polícia Federal apontou indícios de aplicação irregular de recursos no montante de R$ 3,7 milhões
A Polícia Federal indiciou dois diretores do Instituto de Previdência do Município de Maracanaú (IPM Maracanaú), Região Metropolitana de Fortaleza. Os dois dirigentes foram afastados da gestão do instituto, por ordem da Justiça Federal, após representação da Polícia Federal no Ceará, no bojo da Operação Provérbios 21:5.
As investigações foram iniciadas ainda em 2022, a partir de auditoria da Coordenação de Auditoria da Secretaria de Previdência do Ministério da Economia. A investigação da Polícia Federal apontou indícios de aplicação irregular de recursos no montante de R$ 3,7 milhões pelo IPM Maracanaú, mediante gestão temerária e formalização de documentos fraudulentos em fundo de alto risco.
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Identificou-se prejuízo superior a R$ 3,2 milhões do fundo que garante benefícios previdenciários a servidores públicos de Maracanaú.
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Após representação da Polícia Federal, houve a determinação da 27ª Vara da Justiça Federal no Ceará para o afastamento dos dois diretores da gestão do IPM Maracanaú, com a proibição do acesso desses indiciados pela PF às dependências do instituto, bem como de contatos com os demais dirigentes.
As investigações foram concluídas em janeiro de 2025 e os dois diretores foram indiciados. As penas somadas podem ultrapassar 21 anos de prisão.
A operação da PF foi batizada de Provérbios 21:5, em referência à passagem bíblica que diz: "Os pensamentos do diligente tendem só à abundância, porém os de todo apressado, tão somente à pobreza".