Câmara pagou R$ 52 mil a Eduardo Bolsonaro e outros deputados que foram aos EUA denunciar ‘censura’
Filho de Bolsonaro e outros quatro deputados que foram a Washington pediram para que a Câmara reembolsasse os custos das viagens ou pagasse diárias. Valos ainda pode crescer
A Câmara dos Deputados bancou viagem a Washington, nos Estados Unidos, feita por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros deputados federais, no início de maio. Os parlamentares participaram de audiência sobre o Brasil, na qual criticaram a suposta censura do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Após o retorno, cinco dos oito deputados que foram a Washington pediram para que a Câmara reembolsasse os custos das viagens.
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Eduardo Bolsonaro recebeu R$ 8.692,11, valor equivalente à passagem aérea do trajeto de Guarulhos (SP) à capital americana, de classe econômica.
Rodrigo Valadares (União-SE) também pediu reembolso da viagem, mas de ida e volta. Recebeu R$ 11,3 mil em bilhetes, pela Câmara.
Já Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO) e Nikolas Ferreira (PL-MG) registraram a viagem como missão oficial e receberam o pagamento de diárias. O valor somado dos três foi de cerca de R$ 32 mil.
Os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) Filipe Barros (PL-PR), Cabo Gilberto Silva (PL-PB) não pediram ressarcimento do Congresso pela viagem até o momento.
Além dos deputados, estava presente o senador cearense Eduardo Girão (Novo), que também não solicitou reembolso até agora.
Audiência sobre o Brasil virou uma discussão sobre "censura' de Moraes
A audiência ocorreu em 7 de maio, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados). Lá, o que devia ser um encontro “sobre o Brasil”, se transformou em uma discussão sobre suposta “censura”, com foco no ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Durante a sessão, uma deputada republicana mostrou uma foto do magistrado, enquanto enumerava supostas ilegalidades cometidas por ele. Outra congressista, democrata, classificou o encontro como a apresentação de uma "visão distorcida da democracia brasileira".
Os deputados que estiveram em missão oficial também informaram que participaram de reuniões organizadas pelo Conservative Caucus, uma organização que reúne cidadãos conservadores para "fazer lobby" com deputados e senadores americanos para aprovar leis conservadoras e "revogar gastos socialistas".
O grupo define a esquerda como adversária. Procurados pela reportagem, nenhum dos deputados se manifestou sobre os gastos da viagem pagos pela Câmara.
Com Agência Estado