Ex-chefe da segurança de Lula assume diretoria da Polícia Federal
A nomeação surge no momento em que o Ministério da Justiça e Segurança Pública passa por alterações, com a saída de Flávio Dino e a chegada de Ricardo Lewandowski para assumir a liderança da pasta
A partir desta quarta-feira, 24, a Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP) da Polícia Federal (PF) passa a ser gerida pelo delegado Alexsander Castro de Oliveira, ex-chefe da segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a liderança do setor mais novo da Polícia Federal.
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A nomeação surge no momento em que o Ministério da Justiça e Segurança Pública passa por alterações, com a saída de Flávio Dino e a chegada de Ricardo Lewandowski para assumir a liderança da pasta.
Com sede em Brasília, a Diretoria de Proteção à Pessoa é a seção mais nova da Polícia Federal. Fundada em outubro de 2023, a DPP é originária da antiga Coordenação de Proteção à Pessoa, que já realizava esse trabalho de segurança de autoridades, sob o comando do delegado Denis Colares.
Quem a DPP protege?
- Familiares do presidente e do vice-presidente;
- Autoridades estrangeiras em visita ao Brasil;
- Autoridades federais;
- Testemunhas especiais sob ameaça.
Alexsander de Castro foi membro da equipe responsável pela segurança de Lula em 2022, durante a campanha presidencial. Em janeiro de 2023, o delegado foi nomeado secretário extraordinário de Segurança Imediata do petista.
Criada por decreto, a pasta não era vinculada com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão que, tradicionalmente, tinha a função de proteger o presidente.
No entanto, em junho, o decreto perdeu a validade, o que fez com que a atribuição retornasse ao GSI. O delegado, contudo, continuou acompanhando o presidente em agendas oficiais.
Antes de atuar na segurança de Lula, Alexsander participou de operações de combate às atividades do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em 2019, trabalhou na Operação Cravada, que buscou desarticular o núcleo financeiro da facção criminosa. Em 2020, atuou na Operação Caixa Forte, que tinha como alvo lideranças do PCC.
O delegado, de 42 anos, nasceu em Belo Horizonte. Parte da carreira dele foi em unidades da Polícia Federal em São Paulo, como no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) e no Núcleo Operacional da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro da Superintendência Regional da unidade paulista da corporação.