Quem é Messias Donato, deputado que levou tapa do vice-presidente do PT

O parlamentar, que tem proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresenta-se como defensor "das crianças, da liberdade e dos valores cristãos"

O deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES) ganhou projeção no noticiário nacional após levar um tapa, do também deputado federal Washington Quaquá (PT-RJ), na sessão que promulgou a reforma tributária na última quarta-feira, 20. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o parlamentar apresenta-se como defensor “das crianças, da liberdade e dos valores cristãos”, como mostra sua descrição no Instagram.

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Natural de Itororó, na Bahia, Manoel Messias Donato Bezerra é deputado federal em primeiro mandato, tendo sido eleito em 2022 com 42.640 votos. Ele ainda não teve proposições aprovadas na Câmara. Donato tem 47 anos e ocupou, anteriormente, cadeira de vereador na cidade de Cariacica, no Espírito Santo, e a titularidade de pastas da gestão municipal naquela mesma cidade.

Neste mês, Donato foi um dos deputados que acompanhou Bolsonaro na comitiva que viajou para a posse do presidente da Argentina, o ultraliberal Javier Milei. Na ocasião, Donato gravou um vídeo ao lado de Bolsonaro. “De Messias para Messias” escreveu em postagem na qual disse ainda que a Argentina estava “devastada pela esquerda” em situação “parecida ao que ocorre no Brasil”. Ele também apareceu em publicações ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), um dos filhos do ex-presidente.

Recentemente, Donato tratou como vitória a derrubada de pautas que eram de interesse do governo do presidente Lula (PT). Dentre as mais recentes, comemorou a derrubada do veto presidencial do Marco Temporal. “Derrubamos o veto do marco temporal. Garante segurança ao produtor rural, que encontrará amparo na Justiça para defender sua propriedade; e aos indígenas, para que tenham assegurado o seu direito de terra, se comprovado que estavam na terra até a CF de 1988”, escreveu, no último dia 14.

Agressão

Na sessão em que foi agredido, deputados da oposição, que apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entoavam cânticos contra o presidente Lula, que compareceu ao evento. O deputado Quaquá foi tirar satisfação com um grupo de bolsonaristas, quando teve início a confusão. O petista chegou a chamar o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) de "viadinho" e foi quando Donato pegou Quaquá pelo braço e recebeu um bofetão do parlamentar.

Ao falar sobre a situação, Donato criticou Quaquá, e com a voz embargada afirmou que se sentiu “muito humilhado” com o fato. “Tenho respeito e tenho amigos, pessoas que a gente convive e diverge no parlamento, nas questões de ideias, nas comissões, deputados que estão e que são de esquerda, mas são pessoas decentes. Mas, ao mesmo tempo, me senti, assim, muito humilhado”, disse ao discursar no plenário da Câmara dos Deputados.

Donato também contou que entrou com processo jurídico contra Quaquá e que espera uma resposta do Congresso. “É um absurdo senhor presidente, (...) este Parlamento precisa dar uma resposta aos cariocas que tiveram o desprazer de eleger esse cidadão”, completou. “Essa Casa não serve pra isso, não é um ringue, a discussão, a briga, é no campo de ideias, cada um fica nas trincheiras, no que defende”, acrescentou.

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