Investigado, diretor da PRF entra de férias um dia depois de MPF pedir afastamento
Silvinei Vasques foi alvo de um pedido de afastamento por 90 dias, feito pelo Ministério Público Federal (MPF). após ser acusado de realizado campanha favorável ao presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições
O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, investigado por suposta atuação política em favor do presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a eleição, pediu férias do cargo na quarta-feira, 16. O membro da corporação não informou prazo de retorno.
Quem assume o cargo de diretor-geral substituto é Marco Antônio Territo, responsável por assinar o último relatório de monitoramento das rodovias federais enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo que investiga atos que bloquearam rodovias no país. A informação foi dada pelo Valor Econômico e confirmada pelo Poder360.
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Vasques foi alvo de um pedido de afastamento por 90 dias, feito pelo Ministério Público Federal (MPF). A requisição faz parte de desdobramentos de uma ação de improbidade administrativa, protocolada na Justiça Federal do Rio de Janeiro.
A ação alega que o PRF teria realizado campanha favorável ao chefe do Executivo, à época disputando a reeleição para o Palácio do Planalto contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O documento cita como justificativa uma publicação nas redes sociais em que Vasques pede voto em Bolsonaro. A publicação em questão foi feita em 20 de outubro, em seu perfil no Instagram, onde publicou uma bandeira do Brasil nos stories com a mensagem: “Vote 22, Bolsonaro presidente”.
O diretor-geral foi nomeado em abril de 2021, depois de se aproximar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele já foi condenado por agredir um frentista e tem 8 processo movidos contra ele em sigilo de Justiça.