Vídeo: Advogado dá voz de prisão à desembargador durante audiência

O advogado Tiago Jonas Aquino foi retirado da sessão de julgamento após discutir com o desembargador e com policiais durante sessão de julgamento, em Minas Gerais

O advogado Tiago Jonas Aquino deu voz de prisão ao desembargador Milton Vasques Thibau de Almeida durante uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, nesta quarta-feira, 21, em Minas Gerais.

A sessão de julgamento, que durou três horas, mostra o momento da discussão entre as autoridades. Jonas Aquino afirmou que o desembargador estava cometendo um crime de abuso de poder e “decretou” a prisão após o magistrado rejeitar um pedido de sustentação oral. Veja vídeo do momento:

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— Jogo Político (@jogopolitico) September 23, 2022

“Vossa excelência, assim como eu, assim como essas crianças que aqui estão, todos devem respeito à Constituição. E por não termos hierarquia entre nossas funções, vossa excelência tem que acolher também o direito é uma prerrogativa de poder defender as razões pelo recurso”, disse o advogado ao desembargador.

Thibau pediu a retirada do advogado do plenário depois do advogado insistir em dar sustentação oral. Em resposta, Jonas Aquino deu voz de prisão ao desembargador.

“Se o senhor decretar minha prisão, eu decreto a do senhor. Todos podem dar voz de prisão quando presenciarem um crime. Então, vossa excelência também está preso em flagrante delito por abuso de autoridade”, disse o advogado.

Após o pedido de prisão feito por Aquino, a Polícia Federal retirou o advogado e os desembargadores decidiram suspender a sessão.

A situação se iniciou após o desembargador mudar o voto na questão julgada e, diante disso, Aquino pediu para fazer uma nova sustentação oral, o que foi negado.

Os desentendimentos entre os dois profissionais existem desde o ano de 2020. Em uma outra ocasião, o desembargador Milton Vasques Thibau de Almeida foi xingado pelo advogado Tiago Jonas Aquino após dizer que a sustentação oral estava confusa.

“Vossa Excelência faça o que quiser. Se você quiser ir para a casa do caralho, vá também, Vossa Excelência. Vá para a puta que te pariu, foda-se”, disse o advogado à época.



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