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Deputado dorme na Assembleia para mostrar que cheques não estão nos autos e quer anular CPI

Presidente da CPI diz não haver ilegalidade e diz que atitude da oposição mostra desespero
13:16 | Abr. 13, 2022
Autor Redação O POVO
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Tipo Notícia

O deputado estadual Soldado Noelio (Pros) apontou que os cheques sob investigação, emitidos pela Associação dos Profissionais de Segurança (APS) e investigados na CPI do Motim, não constam nos autos da comissão. O acesso aos dados sigilosos foi uma das grandes polêmicas do depoimento do vereador Sargento Reginauro (Pros) à CPI, na terça-feira, 12.

Reginauro informou que seus advogados não tiveram acesso aos cheques. O presidente da CPI, deputado Salmito Filho (PDT), disse ter sido informado por assessores que eles teriam, sim, tido acesso aos cheques, mas apenas não puderam ver os documentos. Nesta quarta, Noelio informou que os cheques não foram encontrados.

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Diante da polêmica sobre se os cheques estavam ou não nos autos, Noelio dormiu na porta da sala das Comissões Parlamentares de Inquérito da Assembleia. Ele colocou um colchão na porta e passou a noite lá, para garantir que ninguém colocasse o cheque durante a noite. O parlamentar diz ter solicitado acesso à sala para poder verificar a documentação sigilosa e apresentada na CPI do Motim.

"O presidente nos informou que nos daria acesso no dia de ontem após a reunião. Infelizmente, o pessoal foi embora e não tivemos acesso, ficamos aqui na madrugada toda até amanhecer o dia. Hoje pela manhã, o secretário veio para a sala, confirmamos que vários documentos apresentados pelo relator não constam nos autos da CPI e vim aqui e fiz um questionamento ao secretário", disse Noelio, em vídeo nas redes sociais. Ele acusa a CPI de cometer abusos e de atuar com " fins politiqueiros". 

Nesta manhã, conforme narrou Reginauro ao O POVO, Noelio e os assessores da comissão passaram duas horas olhando os autos e não encontraram os cheques. Segundo o parlamentar, devido à menção a provas que não estão nos autos, a oposição pedirá a anulação da CPI do Motim.

"A gente não sabe como o deputado Elmano de Freitas (PT) teve acesso exclusivo", disse o vereador. Elmano é relator da CPI. Os cheques são uma das linhas centrais da investigação. O colunista Carlos Mazza, do O POVO, revelou com exclusividade na semana passada que a CPI investigava cheques assinados pelo vereador Sargento Reginauro, então presidente da APS, em 11 e 17 de fevereiro de 2020, somando R$ 89 mil, dias antes do motim de policiais militares do Estado, iniciado em 18 de fevereiro daquele ano.

"Estou até agora esperando que eles provem que esses recursos eram aplicados de forma indevida", questionou Reginauro.

Salmito Filho  nega ilegalidade e aponta desespero, segundo ele, da oposição. "O deputado relator e qualquer deputado da CPI poderá apresentar dados que possam compor a investigação no momento de um depoimento, seja de testemunha ou de investigado, sem precisar constar obrigatoriamente antes nos autos", afirmou o presidente da CPI. Disse ainda: "Ele passou à noite lá na Assembleia porque quis e talvez para enfeitar a narrativa circense."

O presidente da CPI, Salmito Filho, respondeu à oposição:

Fica claro o desespero do deputado soldado Noélio e de seu grupo político.

Desde o início da CPI que ele vem dizendo que a CPI é “politiqueira” como ele viu que essa “narrativa” não colou porque a população é sábia e sabe fazer discernimentos.

Agora, nessa segunda fase de contrapor alguns pontos de falas dos depoentes e dados obtidos, as primeiras contradições começam a surgir e demonstrar que a investigação realmente está acontecendo cuidadosamente.

Então, ele inicia uma nova “narrativa” de querer acusar a CPI de ilegalidades que também não cola porque NÃO existe ato ilegítimo nem muito menos ilegal.

Seu comportamento nos leva a supor que o seu único objetivo é de tentar inicialmente deslegitimar e nessa segunda fase ele tenta anular a CPI porque talvez não interessa a ele e nem ao seu grupo político uma investigação séria.

Ele passou à noite lá na Assembleia porque quis e talvez para enfeitar a narrativa circense.

Em uma investigação séria nenhum investigador irá avisar os seus passos antes!

Seguindo esse bom princípio, o deputado relator e qualquer deputado da CPI poderá apresentar dados que possam compor a investigação no momento de um depoimento, seja de testemunha ou de investigado, sem precisar constar obrigatoriamente antes nos autos. Depois de apresentar, constar na ata e a ata for aprovada tais dados irão compor formalmente os autos. Foi exatamente isso que aconteceu.

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