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Bolsonaro quer formar chapa com Tarcísio de Freitas no governo de SP e Ricardo Salles no Senado

A filiação de Bolsonaro ao PL está marcada para terça-feira, dia 30
14:10 | Nov. 25, 2021
Autor Alice Araújo
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Tipo Notícia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve se filiar ao PL no próximo dia 30, e para que esse acordo fosse fechado, o cacique da sigla, Valdemar Costa Neto, permitiu as exigências do mandatário para formar chapa em São Paulo, e pretende lançar Tarcísio de Freitas (ministro da Infraestrutura) para o governo do estado e Ricardo Salles para o Senado (ex-ministro do meio ambiente).

Os dois nomes compõem a chapa ideal para Bolsonaro, no entanto, a definição ainda depende da decisão do ministro, que está hesitante quanto à empreitada. No caso de Salles, embora já tenha aceitado a missão, o ex-meio ambiente só deve topar de fato sua candidatura caso Tarcísio seja o nome para o Palácio dos Bandeirantes.

Tarcísio de Freitas sempre rejeitou a possibilidade de enfrentar uma candidatura em São Paulo, onde o PSDB tem grande influência e onde ele próprio é pouco viável eleitoralmente. O ministro já havia sinalizado que preferia tentar se candidatar ao governo de Mato Grosso ou Goiás, locais em que tem maior visibilidade.

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Contudo, após a aproximação de Geraldo Alckmin (PSDB), líder das pesquisas ao governo paulista, ao ex-presidente Lula, Tarcísio estaria mais animado, uma vez que uma parcela do eleitorado do tucano teria sido assustado por essa convergência inesperada de Alckmin com o petista.

O ministro da Infraestrutura tem até o dia 30 para decidir se aceitará ou não a proposta do presidente. Outros ministros e aliados de Bolsonaro avaliam que caso Tarcísio aceite o convite será mais por gratidão ao ex-capitão, por conta da visibilidade que ganhou graças a ele, do que por possibilidades reais de sair vencedor na disputa, que é considerada um “sacrifício” pelos interlocutores mais próximos ao governo.

Para aumentar a pressão, a decisão do ministro é fundamental para Bolsonaro, já que caso a proposta seja aceita, significa a garantia de um palanque para o mandatário nos municípios paulistas. O estado de São Paulo, que possui o maior colegiado do país, é considerado imprescindível para a reeleição do presidente em 2022.

Quanto a Ricardo Salles, a possibilidade de se candidatar ao Senado só deve ser concretizada se Tarcísio também topar a candidatura a governador estadual. Do contrário, o ex-ministro prefere ser candidato a deputado, cargo para o qual ele já tentou se eleger, mas não obteve sucesso.

Caso Salles opte por não aceitar a empreitada, o nome de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, vem sendo cogitado como alternativa para o Senado. Em um cenário onde dê errado a candidatura de Tarcísio, Skaf também é uma opção do próprio PL para o governo do estado.

Mesmo com todas as articulações políticas sendo costuradas, informações dos bastidores da cúpula da legenda apontam que Costa Neto ainda irá se empenhar para viabilizar a candidatura do vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), nome para o qual o PL havia prometido apoio anteriormente.


Tratativas em outros estados

Valdemar Costa Neto recebeu carta branca dos diretórios estaduais do partido para fechar a filiação do presidente, mesmo que isso signifique rever acordos já firmados.

Entre os estados com impasses nas escolhas das chapas, Costa Neto e Bolsonaro teriam tratado do caso de Goiás, definindo apoio à indicação do mandatário. O presidente pretende lançar o nome do deputado Major Vitor Hugo, líder do PSL na Câmara. Com a escolha, o apoio da sigla ao prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, foi revisto.

Outros estados que devem sofrer consequências com a chegada de Bolsonaro no PL são o Ceará e o Piauí, onde o comando dos partidos têm alianças com o PT e, por isso, as lideranças estaduais devem ser trocadas. Em demais locais do Nordeste, estão previstas desfiliações e mais mudanças nos diretórios de legenda.

 *Com informações do jornal Folha de S. Paulo

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