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"Queima de arquivo para cair na conta do presidente", diz Queiroz sobre temor de ser morto no Rio

Em entrevista ao SBT, Fabrício Queiroz comentou sobre suposto esquema de "rachadinhas" e revelou desejo de retomar a amizade com Bolsonaro
17:22 | Nov. 24, 2021
Autor Maria Eduarda Pessoa
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Tipo Notícia

O ex-assessor parlamentar e policial militar aposentado Fabrício Queiroz concedeu entrevista ao SBT, nessa terça-feira, 23, e comentou sobre o suposto esquema de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o motivo de sua saída do Rio e o desejo de retomar a amizade com o presidente Jair Bolsonaro.

Apontado como o organizador de esquema de devolução de parte do salário dos servidores do então deputado Flávio Bolsonaro na Alerj, Fabrício Queiroz falou sobre o assunto pela primeira vez em três anos e negou a existência da prática. “Se Deus quiser, vou provar a minha inocência. Meu sonho é voltar a ter amizade com o presidente”, disse.

No último dia 9, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou todas as medidas cautelares que permitiram a coleta de provas contra Flávio Bolsonaro na investigação conduzida pelo MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), iniciada em novembro de 2019. Com isso, a apuração do caso volta a ter apenas as provas que tinha antes da quebra de sigilo do senador.

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Sobre o aceno ao presidente, a ação acontece após Queiroz reclamar de abandono nas redes sociais. Todavia, apesar desabafo, algum tempo depois ele participou de ato pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro, no 7 de setembro.

Durante a conversa, Fabrício expôs o motivo de ter saído do Rio de Janeiro. Segundo ele, fez isso por receio de ser morto e o crime se atribuído ao presidente Jair Bolsonaro. “Seria queima de arquivo para cair na conta do presidente, como aconteceu com o capitão Adriano (da Nóbrega)”, afirmou se referindo ao miliciano morto na Bahia durante uma operação policial no ano passado.

Ao ser questionado sobre o seu contato com Frederick Wassef, Queiroz afirmou que o defensor o abrigou apenas para proteger o presidente. Ele ressaltou que conhecia o advogado somente pela TV e ficou na sua casa em Atibaia, no interior de São Paulo, apenas para realizar um tratamento de saúde.

 

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