Com participação do O POVO, Projeto Comprova é contemplado com Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa
Com participação de jornalistas do O POVO e de outros 32 veículos brasileiros, a iniciativa se dedica à verificação de notícias falsas. O projeto, iniciado em 2018, investiga conteúdos suspeitos durante a pandemia da Covid-19
O Projeto Comprova, iniciativa que visa combater a disseminação de rumores e notícias falsificadas, foi contemplado com a edição de 2021 do Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa, da Associação Nacional de Jornais. Com participação de jornalistas do O POVO e de outros 32 veículos, o projeto é uma versão brasileira do First Draft, organização internacional que pesquisa desinformação e oferece treinamento para jornalistas que atuam no combate ao fenômeno.
Em nota para divulgação do prêmio, a ANJ enfatizou que a iniciativa tem sido “fundamental” para esclarecer informações que circulam a respeito da pandemia do novo coronavírus no Brasil. “Num momento de tanta desinformação, o jornalismo ganha relevância como antídoto contra a manipulação dos fatos com objetivos autoritários e obscurantistas”, aponta Marcelo Rech, presidente da ANJ. Além do Comprova, o Consórcio de Veículos de Imprensa para divulgação de dados confiáveis sobre a pandemia também foi premiado.
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Para Ana Naddaf, diretora-executiva de Jornalismo do O POVO, fazer parte da iniciativa, coordenada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), é uma forma de “reforçar o compromisso com a qualidade e credibilidade” do jornalismo exercido pelo veículo, assim como representa uma contribuição para a educação midiática.
O POVO participa do projeto desde a primeira edição, quando se investigou conteúdos suspeitos nas eleições de 2018. Posteriormente, a iniciativa foi ampliada para políticas públicas do Governo Federal e a pandemia da Covid-19. Em julho deste ano, os participantes decidiram também iniciar a verificação da desinformação envolvendo possíveis candidatos à presidência da República.
João Marcelo Sena, editor-chefe de Política do O POVO, aponta que a necessidade de combate à desinformação tem se intensificado nos últimos anos e demanda atenção especialmente no meio político. “Nós sabemos que 2022 vai ser um ano de eleições e provavelmente várias fake news vão ser espalhadas por aí. Assim como outras instituições da sociedade, o jornalismo precisa estar atento ao seu papel, levando informação correta ao leitor”, afirma, celebrando o reconhecimento com a premiação.
No ano passado, a ANJ premiou a própria atividade jornalística, pela “atuação dedicada e corajosa em defesa da democracia, das liberdades, da verdade e da pluralidade de pensamento”. Já em edições anteriores, personalidades como o ministro Celso de Mello, a jornalista Miriam Leitão e o deputado Miro Teixeira foram contemplados. Neste ano, o prêmio será entregue a representantes dos dois projetos no dia 1º de dezembro.
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