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Exército defende risco a Bolsonaro e decreta sigilo a processo de Laura até fim do mandato

A Força se negou a entregar o material e os considerou como reservados, com sigilo decretado até o término do mandato em exercício do presidente "ou do último mandato, em caso de reeleição"
12:40 | Out. 29, 2021
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter Política
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Tipo Notícia

O Exército destacou, nesta sexta-feira, 29, risco à segurança do presidente Jair Bolsonaro e de sua filha Laura, 11 anos, como motivo para impor sigilo aos documentos que justificam a autorização para matrícula excepcional da caçula do chefe do Planalto no Colégio Militar de Brasília. Ela foi aprovada sem passar por um processo seletivo, após pedido feito pelo pai, enquanto cerca de 22 mil pessoas concorrem a vagas na escola a cada ano.

Por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), o jornal Folha de S.Paulo solicitou cópias do pedido apresentado por Bolsonaro, do parecer favorável do Departamento de Educação e Cultura do Exército (Decex) e da decisão do comandante, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

Em resposta, segundo o jornal, a Força se negou a entregar o material e os considerou como reservados, com sigilo decretado até o término do mandato em exercício do presidente "ou do último mandato, em caso de reeleição". A possibilidade está prevista na LAI. "As informações solicitadas são classificadas como reservadas, em virtude da possibilidade de colocarem em risco a segurança do presidente da República e respectiva filha", afirmou o Exército. 

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O pedido de informação sobre o tratamento privilegiado concedido a Laura foi feito por meio de recurso ao Estado-Maior do Exército. Bolsonaro já havia comentado com apoiadores que Laura deveria frequentar a escola a partir do próximo ano. “A minha [filha] deve ir ano que vem para lá [Colégio Militar], a imprensa já tá batendo. Eu tenho direito por lei, até por questão de segurança”, alegou.

O colégio permite que frequentem a escola dependentes de militar em situações específicas, como quando são transferidos de estado, designados para missão no exterior, e outras. O público em geral também pode frequentar a escola, mas, para isso, é preciso que passem por um processo seletivo.

Segundo a escola, a cada ano, cerca de 22 mil candidatos tentam entrar no Colégio Militar de Brasília. O processo de seleção tem três etapas: exame intelectual; revisão médica e comprovação dos requisitos biográficos (documentação necessária). 

 

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