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Após rebater Bolsonaro citando Bebianno, Paulo Marinho nega ter ameaçado o presidente

Paulo Marinho, pai do comunicador André Marinho, divulgou vídeo em que responde aos ataques de Jair Bolsonaro feitos a ele e a seu filho, durante entrevista ao Programa Pânico.
12:39 | Out. 28, 2021
Autor Alice Araújo
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Alice Araújo Jornal
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Tipo Notícia

O empresário Paulo Marinho negou ter ameaçado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em vídeo divulgado nesta quarta-feira, 27, em que rebate ataques feitos pelo mandatário. Na gravação, Marinho cita Gustavo Bebianno, ex-ministro do governo, que morreu em 2020.

“Você lembra do nosso amigo, Gustavo Bebiano? Talvez você já tenha esquecido dele, né? Com certeza esqueceu. Mas ele não lhe esqueceu. Pode ter certeza disso. Quando você estiver chorando no banheiro do palácio, lembre dele, capitão. Ele não lhe esqueceu, tá bom?”, disse Marinho.

No vídeo divulgado pelo empresário, ele rebate os ataques de Bolsonaro feitos durante uma entrevista do presidente ao Programa Pânico, da Jovem Pan, também na quarta-feira. Na ocasião, o filho de Paulo Marinho, o humorista André Marinho, fez perguntas sobre a opinião de Bolsonaro a respeito de parlamentares envolvidos em esquema de “rachadinha”, sem citar o senador Flávio Bolsonaro.

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Irritado, o presidente respondeu então que o pai do comunicador estaria interessado no cargo de Flávio Bolsonaro. "O teu pai é o maior interessado na cadeira (no Senado) do Flávio Bolsonaro. O teu pai quer a cadeira do Flávio Bolsonaro." Após o ocorrido, Bolsonaro abandonou a entrevista.

Paulo Marinho contou à coluna da jornalista Mônica Bergamo que a citação a Bebianno não foi em tom de ameaça. "Não teve ameaça alguma na minha fala". O empresário afirmou ter certeza “que a alma do Bebianno ainda está pairando naquele Palácio (da Alvorada, residência oficial do presidente)”. “Talvez seja esse o motivo de Bolsonaro chorar no banheiro daquele palácio assombrado", concluiu Marinho.

Ainda durante o vídeo de resposta ao presidente, o empresário ressaltou que Bolsonaro deveria parar com a “ladainha” de que ele seria interessado pelo cargo de Flávio Bolsonaro. “Quem quer o mandato do Flávio é o ministério público, capitão, não sou eu", disparou Marinho, que integrou a campanha de Bolsonaro e foi eleito suplente do senador.

Veja o vídeo de Paulo Marinho na íntegra:

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