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Não há condições políticas para ato contra Bolsonaro em 15 de novembro, avalia organização

A adesão da direita aos atos que pedem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro foi abaixo da expectativa dos organizadores
12:40 | Out. 14, 2021
Autor Alice Araújo
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Alice Araújo Jornal
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Tipo Notícia

A organização dos protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), avalia que não há condições políticas para que os atos de 15 de novembro sejam realizados, como estava previsto anteriormente. As informações foram repassadas por Raimundo Bonfim, membro da Central de Movimentos Populares (CPM), ao jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com Bonfim, não há viabilidade política para novas manifestações, e um dos principais motivos seria a incapacidade dos protestos de se expandirem para além da esquerda.

Os grupos que estariam à frente da organização do ato do dia 15 são os mesmos que fizeram a manifestação no último dia 2, onde estiveram presentes nomes como Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (Psol), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Ciro Gomes (PDT), que chegou a ser vaiado e sofreu uma tentativa de agressão na ocasião.

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Embora tenham sido convidados a estarem presentes nos atos, os políticos de direita evitaram participar da manifestações. Alguns dos nomes se limitaram a enviar vídeos. A participação de políticos da esquerda, no entanto, foi maior, comparada aos representantes da direita que pouco compareceram.

“A ampliação não resultou em maior participação nos atos, tampouco acrescentou adesões de novos segmentos em prol do impeachment”, explicou Bonfim.

Segundo a Folha, as expectativas da organização, antes de 2 de outubro, eram de que os atos de 15 de novembro pudessem reunir um público ainda maior, entre pessoas de esquerda e direita. Nestas manifestações que não devem mais acontecer, tinha-se também a expectativa da participação de nomes como os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso.

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