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Alcolumbre pode adiar sabatina de Mendonça por mais 2 meses e inviabilizar indicação

Com o atraso para agendar a sabatina do indicado do presidente ao STF, o Congresso entraria em recesso em dezembro, o que inviabilizaria a aprovação de Mendonça ainda este ano.
13:10 | Out. 14, 2021
Autor Alice Araújo
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Alice Araújo Jornal
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Tipo Notícia

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) pode adiar a sabatina de André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Supremo Tribunal Federal (STF), por mais dois meses e, assim, inviabilizar a indicação. As informações foram repassadas por senadores aliados de Alcolumbre na resistência da aprovação de Mendonça para o STF, à coluna da jornalista Mônica Bergamo.

Com o atraso para marcar a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem Alcolumbre como presidente, o Congresso entraria em recesso em dezembro, o que acabaria inviabilizando a aprovação do ex-ministro da Justiça ainda este ano.

Em 2022, ano de eleições, se Bolsonaro continuar em baixa nas pesquisas de intenção de voto, suas relações com os parlamentares podem ser prejudicadas. Neste cenário, a indicação do mandatário ficaria cada vez mais afetada. De acordo com o que revelou um dos apoiadores de Alcolumbre, caso ameaçado de perder as eleições, Bolsonaro não teria mais a força necessária para “enfiar seu candidato ao Supremo goela abaixo no Senado”.

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Em contrapartida, os aliados do mandatário também intensificaram a pressão sobre o presidente da CCJ para pautar a sabatina. Líderes evangélicos, apoiadores da indicação de Mendonça por ser “terrivelmente evangélico”, ameaçam fazer campanha contra Alcolumbre no Amapá alegando que o senador persegue religiosos.

O congressista se manifestou em nota e declarou que não aceitará ser “ameaçado, intimidado, perseguido ou chantageado com o aval ou a participação de quem quer que seja”. Alcolumbre, que é da religião judaica, também afirmou estar sofrendo “agressões de toda ordem” e negou acusações de travar a sabatina de Mendonça por “troca de favores”.

“Agridem minha religião, acusam-me de intolerância religiosa, atacam minha família, acusam-me de interesses pessoais fantasiosos. Querem transformar a legítima autonomia do presidente da CCJ em ato político e guerra religiosa”, declarou o senador.

De acordo Alcolumbre, a Constituição estabelece que a nomeação para ministro do Supremo não é um “ato unilateral e impositivo” do presidente da República, mas sim, um ato complexo, com a “participação efetiva e necessária” do Senado.

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