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Maioria da população desconhece manifestações previstas para 7/9, diz pesquisa

Segundo dados divulgados pela pela Quaest Consultoria e Pesquisa com o banco Genial Investimentos, maioria dos entrevistados também confia nas urnas eletrônicas e não vai participar dos atos
12:38 | Set. 06, 2021
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter Política
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Tipo Notícia

Os protestos marcados para esta terça-feira, feriado do dia 7 de setembro, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, não são de conhecimento da maioria da população do Brasil. Segundo dos dados divulgados pela Quaest Consultoria e Pesquisa com o banco Genial Investimentos, 51% dos entrevistados não sabem que há uma manifestação marcada para o Dia da Independência, contra 41% que estão cientes.

De acordo com o jornal, apenas 11% dos entrevistados afirmaram que pretendem comparecer aos atos de rua, enquanto 87% sinalizaram que não irão participar das manifestações. Outros 2% disseram não saber.

A pesquisa foi realizada entre 26 e 29 de agosto e ouviu 2 mil entrevistados com idade acima de 16 anos, nos 26 estados do país e no Distrito Federal. A  margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. As entrevistas foram feitas presencialmente e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.

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Segundo a Genial/Quaest, 61% dos que declararam que pretendem participar dos atos aprovam o governo de Bolsonaro, contra 39% que desaprovam. Já aqueles que afirmaram que não irão aos protestos majoritariamente avaliam negativamente o governo (59% do total). Ainda assim, entre os que dizem que não vão aos atos, 38% aprovam a gestão do presidente.

Maioria confia nas urnas eletrônicas

A pesquisa também analisou a confiança nas urnas eletrônicas pela população. Entre os entrevistados, 41% afirmaram confiar muito nas urnas eletrônicas e outros 29% disseram confiar um pouco (ou mais ou menos) no processo eletrônico de votação. Os que não confiam nos equipamentos somaram 27% e outros 4% não souberam responder.

Os dados revelam que as críticas às urnas é maior entre os entrevistados que aprovam o Planalto. O sistema de votação eletrônica esteve na constante mira do presidente, que fez nas últimas semanas acusações falsas sobre fraudes, além de ataques a ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao presidente da instituição, ministro Luís Roberto Barroso.

Os episódios fizeram com que a Corte abrisse, em agosto, um inquérito administrativo para apurar os ataques sem provas do presidente ao sistema eletrônico de votação.

No total, 36% dos que não confiam nos equipamentos são apoiadores do governo federal, enquanto 59% confiam muito ou um pouco no sistema de votação. Já entre os que desaprovam o governo, 21% dos entrevistados não confiam nas urnas, enquanto 77% confiam muito ou um pouco nelas. Sobre o sistema de contagem de votos na eleição, 43% avaliaram que é seguro. Outros 49% disseram achar que ele pode ser violado. Já 8% não souberam responder.


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