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Política
NOTÍCIA

Bolsonaro: "Se a direita começar a bater muito, vai ter que escolher entre Lula e Ciro"

O presidente voltou a comentar que provará nesta quinta-feira, 29, a existência de fraude nas eleições de 2014.

Filipe Pereira
15:56 | 26/07/2021
Fundão de R$ 5,7 bilhões coloca Bolsonaro em crise entre Centrão e apoiadores (Foto: Alan Santos)
Fundão de R$ 5,7 bilhões coloca Bolsonaro em crise entre Centrão e apoiadores (Foto: Alan Santos)

O presidente Jair Bolsonaro esteve em encontro com apoiadores na manhã desta segunda-feira, 26, no Palácio da Alvorada. Na ocasião, o chefe do Executivo comentou o cenário eleitoral para 2022 e mencionou seus adversários políticos ao reclamar de críticas que recebe de setores da direita.

"Se começar a bater muito, vão ter que escolher no segundo turno Lula ou Ciro. A crítica é válida quando ela tem fundamento pessoal, simplesmente" reclamou Bolsonaro, para risadas dos apoiadores. A mais recente pesquisa do instituto Datafolha mostrou a liderança do ex-presidente petista nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2022. No primeiro cenário, Lula tem 46%, ante 25% de Jair Bolsonaro (sem partido). Depois aparece Ciro, com 8%. 

Na conversa, o presidente voltou a comentar que ele provará nesta quinta-feira, 29, a existência fraude nas eleições de 2014. No discurso, Bolsonaro criticou novamente o ministro Luis Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

“Vamos ter o voto democrático ou não no ano que vem? Vamos ter eleições democráticas? Não consigo entender porque os caras são contra uma maneira de terminar as eleições e ninguém reclamar. Está na cara que querem fraudar, de novo”, disse Bolsonaro. “A maneira como o Barroso está se posicionando está esquisito. Ninguém consegue entender o porquê ele [Barroso] é contra”, completou o mandatário. 

As manifestações acontecem dias depois de mais uma crise institucional causada pela polêmica do voto impresso, que envolveu o ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto. O presidente também foi alertado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, sobre a relação de crise entre os Poderes. Na reunião com o magistrado, o presidente teria se comprometido a moderar os ataques aos ministros do STF e TSE.