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Política
NOTÍCIA

Roberto Cláudio diz não ser momento de discutir sucessão de Camilo, mas sim de Bolsonaro

A fala do ex-prefeito de Fortaleza vai no sentido de enfraquecer movimento do adversário, Capitão Wagner, que se anunciou pré-candidato, e, ao mesmo tempo, apoiar o aliado Ciro Gomes, pré-candidato a presidente do País

Carlos Holanda
16:52 | 07/06/2021
Roberto Cláudio é médico e ex-prefeito de Fortaleza (Foto: REPRODUÇÃO)
Roberto Cláudio é médico e ex-prefeito de Fortaleza (Foto: REPRODUÇÃO)

Cotado como favorito do grupo governista para disputar o Governo do Ceará, Roberto Cláudio (PDT) afirmou não ser o momento de se entrar no debate sobre a sucessão do aliado Camilo Santana (PT). Disse ao programa Conexão Assembleia (do Legislativo cearense) que o momento de pandemia inviabiliza o debate estadual sobre o próximo a ocupar a cadeira que hoje é do petista (veja o programa aqui). 

Mas, segundo o argumento do pedetista, o debate nacional se impõe. Ele explica que a condução da crise por Bolsonaro, considerada por ele errática em razão do negacionismo, faz com que a disputa nacional entre na ordem diária dos debates. 

"Tratando do que a gente está vivendo, uma crise sanitária sem precedentes, fica completamente inadequado qualquer tipo de discussão dessa natureza dentro dos partidos. Tanto que tenho visto raramente um ou outro político que está se expressando como pré-candidato, falando um pouco sobre isso, e já de antemão, digo na esfera estadual, acho que não é o momento para essa discussão", ele separou.

Na prática, o aspecto negativo da fala de RC alcança indiretamente Capitão Wagner (Pros), principal opositor do grupo político que governa o Ceará. O militar publicizou que é pré-candidato ao Palácio da Abolição em 2022.

A dimensão positiva da frase de RC, a que diz entender que o momento é propício à discussão de nomes ao Palácio do Planalto, se deve ao fato de Ciro Gomes (PDT), líder do seu agrupamento, se colocar como pré-candidato ao Executivo federal desde o término da corrida presidencial de 2018

O ex-ministro da Fazenda divulgou em suas redes, nesta segunda-feira, 7, vídeo em oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cujo mote é o de defini-lo com uma única palavra - "traidor"

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