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Política
NOTÍCIA

Amoêdo divide opiniões nas redes sociais após assinar manifesto com Ciro Gomes e João Doria

Presidente do Novo no Ceará afirmou que assinatura conjunta do manifesto "não representa qualquer possibilidade de coligação ou aliança com políticos ou partidos que representam o pior que a política tem a oferecer"

16:55 | 02/04/2021
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A união de possíveis presidenciáveis em um manifesto de partidos de Centro a favor da democracia, divulgado na última quarta-feira, 31, tem repercutido entre partidos políticos e eleitores. Um dos signatários, o ex-presidente do Partido Novo João Amoêdo, dividiu opiniões ao associar-se a figuras como o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o governador de São Paulo João Dória (PSDB), outrora criticados por ele por serem considerados praticantes da “velha política”.

“Ciro e Doria? Sério Amoedo”, escreveu um seguidor. “Olha com quem o Amoêdo está fazendo aliança”, comentou outro. “Em um caso desses não existe lado, todos são a favor da democracia”, defendeu um terceiro. "Parabéns a todos! Que esse alinhamento produza uma via além da polarização", afirmou um apoiador da iniciativa.

O presidente do Novo no Ceará, Afonso Rocha, comentou a manifestação de Amoedo e as críticas sofridas pelo correligionário nas redes sociais. “O Novo hoje é oposição ao governo federal, assim como é oposição ao coronelismo que reina no Ceará há vários anos”, disse, reforçando que o colega, apesar de ser ex-presidente e um dos fundadores do Novo, atualmente é “apenas um filiado”.

Para ele, a assinatura conjunta do manifesto “não representa qualquer possibilidade de coligação ou aliança com políticos ou partidos que representam o pior que a política tem a oferecer”, assegura. O documento também sinaliza uma disputa política pela formação da frente ampla que deve rivalizar com o grupo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ser alternativa para uma possível candidatura de Lula.

Sobre o conteúdo da nota suprapartidária, Rocha diz concordar. “Veio à tona num momento em que a nossa democracia está sendo colocada à prova (...) Em nosso entendimento a manifestação serviu para deixar claro que o sistema democrático é o único capaz de manter as liberdades individuais garantidas. E talvez colocar uma possível terceira via na mesa, tendo em vista que alguns possíveis presidenciáveis assinaram o manifesto”, disse.